Bento XVI lembrou hoje as vítimas do deslizamento de terras nas Filipinas, acontecido na passada sexta-feira. “Os nossos corações viram-se para os que sofrem em virtude dos devastadores deslizamentos de terra nas Filipinas”, afirmou após a recitação do Angelus.
“Peço-vos que se juntem às minhas orações pelas vítimas, os seus próximos e todos os que foram tocados por esta catástrofe”, disse aos peregrinos.
Há dois dias, num telegrama enviado ao bispo local, o Papa tinha exortado a comunidade internacional a não poupar esforços e ajudas para socorrer as vítimas.
As operações de socorro recomeçaram hoje na aldeia de Guinsaugon, Filipinas, soterrada sexta-feira por um aluimento de terras que poderá ter provocado 1.800 mortos, havendo poucas esperanças de encontrar ainda sobreviventes. As autoridades receiam que a quase totalidade da população da aldeia, na ilha de Leyte, tenha perecido sob as lamas, que chegam a atingir 10 metros de altura.
No Angelus, Bento XVI considerou ainda que o amor de Deus é a solução para os males do mundo, frisando que parte da humanidade está paralisada. "Só o amor de Deus pode renovar o coração do Homem. E só se a humanidade paralisada curar o seu coração é que pode levantar-se e retomar o caminho. O Amor de Deus é a verdadeira força que renova o mundo", apontou.
O Papa lamentou que, não obstante as “solenes declarações”, a humanidade não consiga progredir rapidamente para a paz, a justiça e a fraternidade, por causa dos sinais do pecado.
Bento XVI recordou depois a pregação de João Paulo II, que insistia muito em levar os homens do nosso tempo a descobrir a fé para serem curados. “Também eu quis prosseguir neste caminho. De maneira particular com a primeira encíclica Deus caritas est entendi indicar, aos crentes e ao mundo inteiro, Deus como fonte de autêntico amor, porque somente o amor de Deus é a verdadeira força que renova o mundo”, frisou.