Vaticano

Patriarca ortodoxo de Constantinopla escreve a João Paulo II

Octávio Carmo
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Os vínculos de amor e paz, fundamentais para o progresso do diálogo teológico que levam adiante a Igreja ortodoxa e a católica, foram alcançados. Essa é a constatação o patriarca ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, em carta enviada a João Paulo II por ocasião da solenidade de São Pedro e São Paulo, a 29 de Junho. A carta acompanhou a delegação do patriarca Bartolomeu I que, como é costume, na solenidade dos dois apóstolos, participou na Eucaristia que o Papa presidiu. Por sua parte, a Santa Sé envia uma delegação ao Patriarcado ortodoxo em 30 de Novembro, data em que é celebrada a festa de seu patrono, Santo André. Na carta, divulgada ontem pela sala de imprensa da Santa Sé, Bartolomeu I também reconhece que «o facto de que não seja ainda possível alcançar a unidade da fé» projecta «uma sombra» na «tarefa comum» do ecumenismo. Bartolomeu I concluiu sua carta ao Papa expressando-lhe seu «sincero afecto fraterno» e desejando também que «o Senhor nos conceda, pela intercessão do apóstolo Pedro, “primus inter pares”, ser edificados como pedras vivas em uma morada espiritual, um sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios agradáveis a Deus através de Jesus Cristo».


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