A Pax Christi, movimento Católico Internacional pela Paz, denuncia o “clima de medo” que se vive na Terra Santa, pedindo às comunidades católicas de todo o mundo que façam do dia 22 de Dezembro de 2004 um dia de jejum e oração pela paz no Médio Oriente. Uma palavra especial é dedicada à situação de isolamento e ocupação em Belém, lugar do nascimento de Jesus Cristo.
“Este clima de medo resulta da violência contínua de ambos os lados - ocupação, bombas suicidas e operações militares - uma violência que causa grandes sofrimentos às populações locais e reduz drasticamente qualquer perspectiva de uma solução justa e pacífica para o conflito”, refere um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
A construção do muro de separação na Cisjordânia é considerado como um factor que “agrava ainda mais o clima de medo e ódio”. Para a Pax Christi, “a situação política e económica da região não evoluiu para melhor; pelo contrário, para muitas pessoas só lhes resta lutar contra o desespero”.
A Pax Christi Internacional, o "International Fellowship of Reconciliation" (IFOR), "Igreja e Paz" e a Presidência da Conferência das Comissões Justiça e Paz da Europa apoiam uma iniciativa dos seus parceiros em Belém – o Instituto de Educação Árabe (AEI), o Centro para a Reconciliação e Resolução de Conflitos (CCRR), o Centro Wi'am e a Comissão Justiça e Paz de Jerusalém - convidando todos os seus membros a enviar por e-mail mensagens e orações de paz.
Todas as mensagens deverão ser enviadas para peace-message@paxchristi.net
Estas mensagens serão enviadas directamente para Belém e, ao mesmo tempo, colocadas no website da Pax Christi Internacional (www.paxchristi.net) e no do IFOR (www.ifor.org).
Segundo a organização, “enviar uma mensagem ou uma oração por e-mail é uma forma importante de comunicar com as muitas pessoas que esperam ouvir uma palavra de esperança. Pode também ajudar a ultrapassar o desespero que sente a população local, desespero que se sente ainda mais agora do que em anos anteriores”.
As mensagens e orações serão impressas e distribuídas como mensagens pessoais, servirão de material pedagógico (nomeadamente nas escolas) e serão também utilizadas em celebrações inter-confessionais (em locais de oração).