Vaticano

Políticos devem levar a sério a sua fé

Agência Ecclesia
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O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o futuro Cardeal William Joseph Levada, espera que os políticos católicos levem a sério a sua fé, caso contrário devem deixar de apresentar-se como “políticos católicos”. Em entrevista concedida à edição europeia da revista Times, intitulada "10 perguntas a William J. Levada", o sucessor de Joseph Ratzinger referiu que “existem certos ensinamentos que como católicos devemos aceitar como parte do Evangelho de Jesus". "Quando há políticos católicos que favorecem o direito ao aborto... alguém tem de se perguntar como é que esta pessoa reconcilia isto com a sua fé pessoal. Os políticos católicos precisam levar isto à sério", acrescentou. Para o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, esses políticos “talvez deveriam dizer ‘não sou capaz de praticar a minha fé e ser, ao mesmo tempo, uma personagem pública’". O futuro Cardeal também explicou brevemente a política da Santa Sé de não permitir a admissão de pessoas com inclinações homossexuais nos seminários. "O documento é muito claro. Assinala que uma pessoa com tendências homossexuais profundas não é adequada para o sacerdócio”, assinalou.” Alguém que chega ao seminário vindo de um estilo de vida homossexual não pode ser sacerdote. Se alguém pode demonstrar depois de cinco ou dez anos que é capaz de viver uma vida completamente celibatária, poderia ser possível. Mas seriam necessárias várias avaliações psicológicas e espirituais", apontou D. William Levada. O futuro Cardeal fez alusão aos novos desafios para os seminários, entre os quais se encontra a implementação da “Instrução sobre os critérios de discernimento vocacional a respeito das pessoas com tendências homossexuais em vista da sua admissão ao seminário e às Ordens Sagradas”, da Congregação para a Educação Católica (para os Seminários e as Instituições de Estudos). O documento dá uma grande importância à maturidade sexual e afectiva dos candidatos ao sacerdócio, valorizando esta dimensão da vida humana. Os seminaristas com maturidade afectiva serão capazes de “uma correcta relação com homens e mulheres” de modo a desenvolver o sentido de paternidade espiritual que caracteriza, obviamente, a figura do padre na relação com a comunidade eclesial que lhe é confiada.


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