Vaticano

Preocupações com a expansão do vírus da SIDA

Luís Filipe Santos
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Preocupações com a expansão do vírus da SIDA No ano de 2002, 3 milhões e 200 mil pessoas perderam a vida por causa do vírus da SIDA. O assunto não pode mais ser visto apenas como uma nova doença, mas como epidemia que compromete o futuro da humanidade. Do total de mortes, 2 milhões e 400 mil ocorreram da África, continente que tem as maiores dificuldades diante deste síndroma. Este problema tomou tamanhas proporções que foi transformado num dos principais temas desta 17ª Assembleia da Cáritas Internacionalis, a realizar em Roma, até dia 12 de Julho. Em vários países africanos este vírus tem um efeito devastador, comprometendo o desenvolvimento e a produção de alimentos, com o consequente aumento da pobreza. A África do Sul é um dos países mais atingidos, 26,5% da população está afectada por esta doença, conforme a Directora da Cáritas da África do Sul, Dorele Sapere, salientou na sua conferência. E Adianta: “a Igreja Católica criou nos últimos anos uma estrutura com mais de 10 mil agentes preparados para o atendimento familiar, uma vez que os hospitais estão superlotados e não têm mais condições de ampliar o atendimento às vítimas. Dorele Sapere informou ainda “que existem mais de 800 mil crianças órfãs que perderam seus pais vítimas da epidemia”. Além deste atendimento, a Cáritas sul africana montou um sistema nacional de distribuição de alimentos básicos para as famílias afectadas. A maior tragédia, apontada por Dorele Sapere, é a inexistência de ajudas humanitárias externas e o governo local não tem nenhuma previsão orçamentária para a distribuição de medicamentos.


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