Presidente da Caritas pede ao G8 medidas contra pobreza Octávio Carmo 07 de Julho de 2008, às 10:03 ... Confederação internacional de organizações católicas espera acções concretas dos paÃses mais desenvolvidos O presidente da Confederação Internacional da Caritas, Cardeal RodrÃguez Maradiaga, afirmou que seria “um escândalo†se os paÃses mais ricos abdicassem de apoiar as nações mais pobres através de ajudas para o desenvolvimento. O alerta da Caritas Internationalis surge por ocasião da próximo cimeira do G8 (o grupo dos sete paÃses mais industrializados e a Rússia), que acontece de 7 a 9 de Julho em Hokkaido, Japão. Na mensagem que dirige ao G8, a Caritas pede que cumpram as suas promessas passadas, a fim de assegurar a prossecução dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). No caso da comunidade internacional, a ajuda total diminuiu 8,4% em 2007 em relação a 2006, após uma redução de 5,1%, entre 2005 e 2006. Numa declaração conjunta da Cáritas e da CIDSE (a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e a Solidariedade), assinada pelo Cardeal RodrÃguez Maradiaga, lamenta-se que seja necessário “escrever novamente em 2008 para recordar aos governos doadores as promessas não cumpridasâ€. “Agora existe um perigo real de que os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio sejam recordados só como palavras vazias. Isso alimentará o cinismo com o qual tanta gente dos paÃses em desenvolvimento escuta as manifestações de preocupação dos paÃses mais ricosâ€, pode ler-se. O Cardeal hondurenho frisa que “sete anos e meio depois da Declaração do Milénio, estamos a meio caminho para chegar a 2015 e é evidente que muitos paÃses fracassarão, porque não alcançarão os objectivosâ€. “Nalguns casos, no andamento actual de progressos, poderão ter de esperar mais de 100 anos antes de alcançar as metas pré-fixadas. Para os estados membros do G8, o desafio de recuperar velocidade nos seus objectivos de 2015 é enormeâ€, refere a mensagem. Em relação à s alterações climáticas, D. RodrÃguez Maradiaga lembra que “os pobres dos paÃses em desenvolvimento são quem mais sente as piores consequências da mudança climática – e são os menos responsáveis pelas emissões que a provocaramâ€. “Exortamos os governos para que garantam que os recursos colocados à disposição para ajudar os paÃses em desenvolvimento a adaptarem-se à s mudanças climáticas sejam somados aos recursos para o desenvolvimento e a redução da pobrezaâ€, indica. Os membros da Caritas em todo o mundo estão a angariar apoios, através de uma campanha via email, para o envio de postais de protesto ao governo do Japão. A Caritas Internationalis é uma confederação de assistência, desenvolvimento e serviço social presente em mais de 200 paÃses e territórios, incluindo Portugal. Mais informações em www.caritas.org Caritas Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...