Presidente da Cáritas Portuguesa apela a uma maior atenção aos novos problemas mundiais
Os participantes da 17ª Assembleia da Cáritas Internationalis começaram, nesta quarta-feira, dia 9 de Julho, a definir o Plano de Acção institucional para os próximos quatro anos. O Presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio da Fonseca, destacou que este organismo irá manter os fundamentos inspiradores. “A acção de Cáritas deve ser feita em nome da igreja e como tradução explicita do amor de Deus pelos mais pobres e excluídos da nossa sociedade”. Eugénio da Fonseca sublinhou também que, apesar de a Cáritas estar organizada como ONG, ela deve superar essa concepção pela natureza dos seus fundamentos”. E acrescenta: “dadas as diversidades da Cáritas em todo o mundo, os fundamentos são comuns mas cada membro deve ter princípios específicos para responder, com maior eficácia às necessidades locais, onde está inserida”.
O Presidente da Cáritas Portuguesa disse que a organização está decidida a dar maior atenção aos
novos problemas mundiais, tais como, o diálogo Inter-religioso - na certeza de que a solidariedade é um
valor aglutinador -, a protecção ambiental – uma preocupação especial com a água, pois não
é um bem comerciável - acção em favor da paz e reconciliação entre os povos. “Estamos decididos de que a Cáritas Internationalis deve estar representada em todas as instituições internacionais e locais, em que se
decidem as políticas sociais e económicas, pois é aí que se vão introduzindo as causas estruturantes da
injustiça e da pobreza” – finalizou Eugénio da Fonseca.