Proposições perigosas na Teologia do Pe. Sobrino LuÃs Filipe Santos 14 de Março de 2007, às 11:11 ... A Congregação para a Doutrina da Fé notificou-o sobre as deficiências teológicas Como encontrou "diversas proposições erróneas ou perigosas que podem causar dano aos fiéis", a Congregação para a Doutrina da Fé notificou o padre e teólogo Jon Sobrino. Após uma análise das obras - «Jesus Liberador. Lectura histórico-teológica de Jesús de Nazaret» e «La fe en Jesucristo. Ensayo desde las vÃctimas» - o documento realça que "dada a ampla divulgação desses escritos e a utilização dos mesmos em seminários e outros centros de estudo, sobretudo da América Latina, a Congregação achou por bem aplicar a esse estudo o «procedimento urgente» previstos nos artigos 23-27 da Agendi Ratio in Doctrinarum Examine". As posições defendidas pelo teólogo jesuÃta contêm "graves deficiências tanto de ordem metodológica como de conteúdo". Na ordem metodológica - realça o documento - encontra-se a afirmação, segundo a qual, "a Igreja dos pobres é o lugar eclesial da cristologia e oferece a direcção fundamental da mesma". Sobre tal afirmação, a Congregação para a Doutrina da Fé esclarece que "só a fé apostólica que a Igreja transmite a todas as gerações é o único «lugar eclesial» válido da cristologia". Em relação ao Novo Testamento (NT), o Pe. Sobrino tende "a diminuir o valor normativo das afirmações do NT" e "dos grandes concÃlios da Igreja Antiga". Tais erros de Ãndole metodológica levam a conclusões "não conformes" com a fé da Igreja em pontos centrais: "a divindade de Jesus Cristo, a encarnação do Filho de Deus, a relação de Jesus com o Reino de Deus, a sua auto-consciência, o valor salvÃfico da sua morte" - salienta a nota explicativa da notificação. Passos da discórdia No mês de Julho de 2004 e depois de analisados os livros, a Congregação enviou ao autor, através do Superior Geral da Companhia de Jesus - Pe. Peter Hans Kolvenbach -, uma série de "proposições erróneas" encontradas nas obras. No ano seguinte - Março de 2005 - a Congregação Vaticana recebe uma resposta do autor que foi examinada na sessão ordinária de Novembro. O autor mitigou, nalguns pontos o pensamento, mas a "resposta não satisfez" - realça a notificação. Apesar de compreender a preocupação do autor para com os pobres, a Congregação para a Doutrina da Fé sente necessidade de apresentar "as divergências com a fé da Igreja" - afirma o documento. Os concÃlios não foram uma helenização do cristianismo A Congregação para a Doutrina da Fé ficou também surpreendida como o Pe. Sobrino trata os grandes concÃlios da Igreja antiga que, "no seu entender, ter-se-iam afastado progressivamente dos conteúdos do Novo Testamento". O processo dogmático dos primeiros séculos da Igreja - incluindo os grandes concÃlios - é considerado pelo Pe. Sobrino como "ambÃguo e até negativo". Perante estas afirmações, a notificação salienta que "a Igreja continua a professar o Credo que vem dos ConcÃlios de Niceia (ano 325) e Constantinopolitano I (ano de 381).". E acrescenta: "os concÃlios não foram uma helenização do cristianismo mas precisamente o contrário". Divindade de Jesus Cristo Para o Pe. Sobrino, no Novo Testamento não se afirma "claramente a divindade de Jesus, mas apenas se estabelecem os seus pressupostos". Sustentar que em Jo,20,28 se afirma que "Jesus é «de Deus» é um erro evidente, uma vez que, na mesma passagem, é chamado «Senhor» e «Deus»" - afirma a notificação datada de 26 de Novembro de 2006. Santa Sé Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...