Publicações: Papa Francisco escreve prefácio de obra sobre monges assassinados na Argélia
Cidade do Vaticano, 07 abr 2016 (Ecclesia) – O Papa Francisco escreveu o prefácio do livro ‘Tibhirine. L’heritage’ (Tibhirine. A herança), que recolhe testemunhos sobre os frutos da mensagem de paz e de convivência entre o cristianismo e o islão dos sete monges trapistas sequestrados e mortos na Argélia em 1996.
“Vinte anos após a sua morte, somos convidados a ser sinais de simplicidade e de misericórdia, no exercício quotidiano do dom de si, a exemplo de Cristo. Não haverá outro modo de combater o mal que tece a sua teia no nosso mundo”, refere, num texto divulgado pelo Vaticano.
O livro que recolhe testemunho de paz e da convivência entre cristãos e muçulmano inspira-se nos sete monges trapistas sequestrados e mortos na Argélia em 1996, onde vivam desde 1938.
“Em Tibhirine vivia-se o diálogo da vida com os muçulmanos. Nós, cristãos, queremos ir de encontro ao outro, onde quer que ele esteja, para estabelecer laços de amizade espiritual e o diálogo fraterno que poderão vencer a violência”, acrescenta Francisco em ‘Um sinal sobre a montanha’.
O Papa comenta que os religiosos “não fugiram diante da violência” mas combateram com “as armas do amor, do acolhimento fraterno, da oração comunitária”.
“Deram testemunho com o seu sangue, na sua carne, venceram o ódio no dia da grande provação”, observa sobre a história, que inspirou o filme 'Dos homens e dos deuses'.
Francisco assinala que foi com “toda a sua vida” que os monges trapistas são “testemunhas – mártires - do amor” algo que não se realizou “sem dificuldades”.
Segundo o prior da pequena comunidade trapista, o padre francês Christian de Chergé, ofereciam “o coração inteiramente a Deus”, algo que não é da responsabilidade apenas de monges e monjas.
“Todos nós somos chamados a dar a nossa vida no detalhe de nossos dias, em família, no trabalho, na sociedade, a serviço da ‘casa comum’ e do bem de todos”, escreveu por sua vez Francisco.
Para o Papa, Christian de Chergé e os seus companheiros escolheram viver de modo simples a sua vocação contemplativa naquela bela e árida região do Atlas argelino onde eram “’hóspedes’ da casa do islão” e “trabalhavam a terra e partilhavam a vida pobre dos camponeses”.
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