Vaticano

Quaresma é tempo de luta contra o mal

Octávio Carmo
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Amor cristão é a única resposta à violência, defende Bento XVI

Bento XVI centrou a sua homilia da Missa de Quarta-feira de Cinzas sobre a necessidade de um itinerário de purificação, durante o tempo da Quaresma, que leve cada católico a lutar contra o mal. “A Quaresma lembra-nos que a existência cristã é um combate sem tréguas, no qual são utilizadas as armas da oração, do jejum e da penitência”, disse o Papa na Basílica de Santa Sabina. Durante a cerimónia, Bento XVI apresentou o “itinerário ascético” que cada discípulo de Jesus é chamado a seguir: “lutar contra o mal, contra qualquer forma de ódio e egoísmo, morrer para si mesmo e viver em Deus”. Através desses gestos, os crentes devem tornar-se “apóstolos da paz”. O Papa apresentou, por isso, o amor como “única resposta cristã” perante a violência que ameaça a paz no mundo. A Quaresma surge como uma ajuda para compreender “aquela que deve ser a resposta cristã” perante actos como os que têm abalado o mundo nos últimos tempos, causando uma onda crescente de preocupação. Ao cristão compete tomar “o caminho mais longo, mas mais eficaz, do amor”, em vez de optar pela “vingança, o ódio ou a fuga para um falso espiritualismo”, defendeu o Papa. Retomando algumas das ideias centrais da sua primeira encíclica, “Deus caritas est”, Bento XVI acrescentou que “devemos comprometer-nos para nos opormos ao mal pelo bem, à mentira pela verdade, ao ódio pelo amor”. “O verdadeiro amor traduz-se em gestos que não excluem ninguém”, precisou. No início deste tempo de preparação para a Páscoa, o Papa pediu actos concretos de amor, “elementos essenciais da vida dos cristãos, encorajados por Jesus a serem luz do mundo”.


Bento XVI