Vaticano

Rádio Vaticano transmite programa sobre a vida de Bento XVI

Octávio Carmo
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Bento XVI será o protagonista de um programa de rádio que a Rádio Vaticano irá transmitir a partir do próximo Domingo, 25 de Setembro. O “Páginas e Folhas” centra-se na infância e a juventude do Papa, inspirada na obra “A Minha vida” escrita pelo então Cardeal Joseph Ratzinger. O guião foi escrito pelo jornalista Franco Bucarelli, o qual, depois de ler a obra autobiográfica do Papa, imaginou uma versão para rádio. A história é acompanhada por entrevistas a amigos e bispos próximos de Bento XVI. O programa, que durará 12 semanas, evocará sons ouvidos pelo Papa, entre eles o dos sinos da Igreja do povoado natal, os ruídos da cervejaria onde ia com o pai e os cantos do velho esquadrão de polícia da Baviera. Joseph Ratzinger nomeado Cardeal em 1977 e Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé em 1981, Decano do Colégio Cardinalício desde 2002 nasceu em Marktl am Inn, no território da Diocese de Passau (Alemanha), a 16 de Abril de 1927. O seu pai era um comissário de polícia e provinha de uma família de agricultores da Baixa Baviera, cujas condições económicas eram bastante modestas. A mãe era filha de artesãos de Rimsting, no lago de Chiem, e antes de casar tinha trabalhado como cozinheira em vários hotéis. Transcorreu a sua infância e a sua adolescência em Traunstein, uma pequena cidade perto da fronteira com a Áustria, a cerca de trinta quilómetros de Salisburgo. Recebeu neste contexto, que ele mesmo definiu "mozartiano", a sua formação cristã, humana e cultural. O tempo da sua juventude não foi fácil. A fé e a educação da sua família preparou-o para a dura experiência dos problemas relacionados com o regime nazista: ele recordou ter visto o seu pároco açoitado pelos nazistas antes da celebração da Santa Missa e de ter conhecido o clima de grande hostilidade em relação à Igreja católica na Alemanha. Mas precisamente nesta complexa situação, descobriu a beleza e a verdade da fé em Cristo e foi fundamental o papel da sua família que continuou sempre a viver um testemunho cristalino de bondade e de esperança radicada na pertença consciente à Igreja. Quase no final da tragédia da Segunda Guerra Mundial também foi alistado nos serviços auxiliares anti-aéreos. De 1946 a 1951 estudou filosofia e teologia na Escola superior de filosofia e teologia de Frisinga e na Universidade de Munique. Em 29 de Junho de 1951 foi ordenado sacerdote.


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