Vaticano

Religiões asiáticas e africanas crescem na Europa

Octávio Carmo
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As religiões asiáticas e africanas começam a caracterizar a Europa, registando um crescimento acentuado: são já cerca de 1 milhão os budistas e o mesmo se aplica aos hindus, sendo que esta presença é amplamente explicada pelo número de imigrantes presentes no nosso continente. Em crescimento estão também as Igrejas cristãs africanas “iniciadas”, ou seja, nascidas da iniciativa de um africano, uma espécie de “guru”: só na Alemanha, o número chega às 300. Os dados foram revelados neste fim-de-semana pelo Conselho das Conferências Episcopais Europeias (CCEE), durante um seminário internacional dedicado às “religiões alternativas”. “Esta situação de pluralismo religioso, sem provocar nenhum conflito com os europeus, pode ser para os cristãos um desafio e uma oportunidade”, dizem os bispos católicos da Europa. No encontro de Baar, na Suíça, que decorreu de 25 a 28 de Março, foi referido que as religiões asiáticas já se encontram na Europa há 150 anos, “embora apenas nas últimas décadas tenham começado a emergir no espaço público, com a construção de templos e lugares de culto”. Em relação às Igrejas cristãs “iniciadas”, que existem desde 1920, estas podem se classificadas em três categorias: as que nasceram em África, as que tiveram origem em grupos bíblicos africanos na Europa e as Igrejas “transculturais”, que têm pequenas comunidades em outras nações. O arcebispo Pierluigi Celata, secretário do Conselho Pontifício para o diálogo inter-religioso, referiu que “diante do pluralismo religioso que hoje está presente na Europa, os crentes devem encontrar nos católicos um compromisso de diálogo, compreensão, respeito e solidariedade”.


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