O verdadeiro “Sínodo de Cardeais" que ontem decorreu no Vaticano discutiu a questão dos Bispos eméritos, sobretudo o que diz respeito à idade em que os prelados devem apresentar a sua renúncia. Segundo o Código de Direito Canónico (Cân. 401), esta renúncia deve ser apresentada aos 75 anos, em caso de doença ou por outra “causa grave”.
Atendendo a que os Cardeais têm direito a voto num conclave até aos 80 anos, e que a esperança média de vida aumentou significativamente nas últimas décadas, é possível que a renúncia dos Bispos diocesanos passe para essa mesma idade. O tema da missão dos Bispos eméritos foi apresentado, no encontro Colégio Cardinalício com Bento XVI, pelo Cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação para os Bispos.
Em comunicado, a Santa Sé informa que o Cardeal Darío Castrillón Hoyos, presidente da Comissão Pontifícia "Ecclesia Dei", “ilustrou os esforços levados a cabo para favorecer a comunhão com os membros da Fraternidade São Pio X”.
O Cardeal Francis Arinze, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, falou sobre “a reforma litúrgica pós-conciliar e o uso do Missal de São Pio V”.
O último tema, relativo “à posição da Igreja Católica, e da Santa Sé em particular, perante o Islão, hoje”, foi desenvolvido pelo Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado.
Dos 193 cardeais que formam o Colégio Cardinalício, 150 participaram na reunião, apresentando as suas observações sobre estes quatro temas. Os trabalhos decorreram à porta fechada.