Vaticano

Representantes da Igreja no Congo falam de perseguição

Octávio Carmo
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Os líderes da Igreja Católica na República Democrática do Congo acusam que no distrito de Ituri há quem tenha interesse em calar a Igreja. A denúncia foi feita numa entrevista à agência MISNA por um expoente da Diocese de Bunia, nordeste da República Democrática do Congo, comentando a situação da Igreja naquela região. “O que está a acontecer em Ituri é totalmente anti-humano e anti-evangélico, razão pela qual a Igreja não pode se calar”, afirma o responsável, cuja identidade permaneceu no anonimato. “Quando se destróem vidas humanas, estruturas eclesiais e sociais - prossegue - nós, como expoentes religiosos, nos sentimos no dever de elevar a voz profética e denunciar fortemente o mal e seus autores, em nome do Evangelho e dos valores humanos. Sabemos que isso não agrada àqueles que estão envolvidos nessas bárbaras atrocidades”. O representante da Igreja em Bunia afirma que todo o clero local, assim como os religiosos e até mesmo os fiéis têm consciência dos riscos e dos perigos que correm. “Não queremos fazer apologia, reivindicando um título de “Igreja-mártir”, mas alguns factos concretos e recentes evidenciam claramente que nós representamos um obstáculo para quem quer cobrir Ituri de sangue, e contrapor as populações locais umas contra as outras”, observa o entrevistado.


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