Vaticano

Santa Sé apela à libertação de religiosas italianas

Octávio Carmo
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Maria Teresa Olivero e Caterina Giraudo estão há duas semanas nas mãos dos seus raptores, pressumivelmente na Somália

A sala de imprensa da Santa Sé publicou esta Quinta-feira um apelo em favor da libertação das religiosas italianas Maria Teresa Olivero (de 61 anos) e Caterina Giraudo (67 anos), raptadas no Quénia na noite de 9 para 10 de Novembro. Duas semanas depois, o Vaticano revela que “o prolongamento deste sequestro é seguido com preocupação pelo Santo Padre, que está próximo com a oração do sofrimento não só das duas religiosas raptadas, mas também dos familiares e do movimento contemplativo missionário Padre de Foucauld, a que pertencem”. “O auspício é de que esta situação dolorosa e gravemente injusta de que são vítimas pessoas de todo inocentes e beneméritas possa resolver-se quanto antes”, refere o comunicado. O Vaticano lembra que as duas religiosas são conhecidas “pelo seu generoso compromisso em favor dos mais pobres”. Um cidadão da Somália foi apresentado ao Tribunal de Nairobi, no Quénia, por suspeitas de envolvimento no rapto das duas religiosas. Ambas desapareceram há duas semanas, quando um grupo de homens armados entrou na localidade de El Wak, ao noroeste do Quénia, junto à fronteira com a Somália. O único suspeito, Mohammed Omar, declarou-se inocente de todas as acusações, que o poderiam levar até à condenação à morte. De momento, as duas irmãs permanecem nas mãos dos seus raptores, que se julga serem somalis. As negociações em curso têm-se revestido de grande secretismo, por causa da delicadeza da situação. O governo italiano já manifestou a sua oposição a qualquer intervenção militar destinada a libertar as duas religiosas deste país. Uma das irmãs da Congregação, citada pela Rádio Vaticano, disse que "sabemos com certeza que foram abertos canais e que as negociações estão em andamento”. Acredita-se que as duas italianas tenham sido transferidas para Garbahaarey, uma localidade da Somália a 175 quilómetros do lugar onde ocorreu o sequestro. As religiosas trabalham no Quénia há 25 anos, administrando um pequeno ambulatório e uma casa de acolhimento de doentes de tuberculose, de epilepsia, de mães e crianças desnutridas e pessoas com deficiências. No site do Movimento Charles de Foucauld foi publicado um apelo: “Neste momento precisamos da oração de todos pelas nossas irmãs Giraudo e Maria Teresa da missão de El Wak que se encontram nas mãos dos seus sequestradores. A nossa presença ali, como em toda missão, é uma presença de oração e de partilha de vida com os desfavorecidos, os marginalizados”.


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