Vaticano

Santa Sé defende direitos dos Refugiados

Octávio Carmo
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A Santa Sé defendeu na ONU a necessidade de se promover o conceito de “protecção a longo prazo” para os Refugiados de todo o mundo, englobando as fases de “repatriação, reintegração, reabilitação e reconstrução”. O Núncio Apostólico nas Nações Unidas, D. Celestino Migliore, falava na 60ª sessão da Assembleia Geral da ONU, dedicada aos Refugiados. O representante católico reconheceu as tentativas feitas por vários Estados para “encontrar soluções” aos problemas ligados à protecção destas populações, sobretudo durante as “crises humanitárias”, mas manifestou a sua preocupação pela actual situação de milhões de pessoas obrigadas a sair do seu país. “Qualquer Estado tem a responsabilidade de proteger o seu povo de genocídios, crimes de guerra, limpezas étnicas e crimes contra a humanidade”, alertou. Esta protecção às populações, sobretudo os Refugiados, passa pela “salvaguarda da segurança física e pelo pleno respeito dos Direitos Humanos”, bem como pela criação de um ambiente seguro, em especial para os mais desprotegidos. A questão do repatriamento voluntário mereceu uma palavra especial do observador permanente da Santa Sé na ONU, que recordou a necessidade de se criarem, nos países de origem, “infra-estruturas sanitárias, de educação, agricultura e emprego, para além do acesso à alimentação”.


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