A Santa Sé e a República do Botswana estabeleceram, esta manhã, um de estabelecimento das relações diplomáticas.
O acordo foi firmado na sede da representação pontifícia de Pretória, África do Sul, e pretende estabilizar as relações diplomáticas ao nível da nunciatura apostólica e da embaixada da República do Botswana, segundo o estabelecido na Convenção de Viena sobre as Relações Diplomáticas datado de Abril de 1961.
O Botswana é um república presidencial inserida na «Commonwealth», desde 30 de Setembro de 1966. Desde Abril de 2008, que o Presidente da República é Seretse Khama Ian Khama. Neste país africano vivem cerca de 1.586.000 habitantes.
O Botswana tem sido, desde a sua independência, uma democracia multipartidária. Graças à estabilidade política, à paz social, a um acordo de política fiscal e de gestão das finanças públicas, é considerado um dos países mais estáveis de África.
A actividade mineira juntou-se, nos últimos anos, ao turismo, uma área de forte crescimento, graças também às suas reservas naturais.
O país está a desenvolver grandes esforços no sector sanitário e educativo. Uma lata percentagem da população está afectada pelo vírus do HIV e o governo decidiu destinar cerca de 80 milhões de euros para a luta contra a Sida.
Entre as medidas adoptadas, registam-se os tratamentos gratuitos com os fármacos anti retroviais e o programa de prevenção do contágio entre mãe e filho.
De momento, apenas uma pequena parte da população do Botswana pode aceder ao ensino universitário.
O crescimento económico permitiu a instituição de um sistema educativo que garante 10 anos de educação.
Apenas 5% da população é católico. 84.000 fiéis estão distribuídos por duas províncias eclesiásticas: a diocese de Gaborone e o vicariato apostólico de Francistown. No entanto, a Igreja é, particularmente, empenhada na assistência aos doentes e aos órfãos, apostando numa prevenção das doenças e na abertura de uma nova escola.