A Santa Sé espera que as relações diplomáticas com o Vietname sejam normalizadas em breve, após os vários passos que vêm sendo dados nesse sentido há já algum tempo.
O prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Crescenzio Sepe, regressou recentemente de uma visita ao local e considera que a erecção de novas dioceses não deverá apresentar problemas no país asiático.
O governo vietnamita não permite que se nomeiem directamente Bispos, mas exige que a Santa Sé apresente alguns nomes entre os quais o governo elege o candidato que considera oportuno. As autoridades decidem também os candidatos aos seminários e à ordenação sacerdotal.
Mais de 6 milhões de cristãos vivem no Vietname, com uma população de cerca de 80 milhões de pessoas. O Cardeal Sepe considera que no país asiático vive “uma Igreja extremamente dinâmica e viva”.
Em declarações à Rádio Vaticano, o membro da Cúria Romana mostrou-se optimista quanto às perspectivas de desenvolvimentos nas relações com as autoridades vietnamitas, e recordou que “nos últimos anos deram-se passos muito importantes no reconhecimento, também por parte do governo, da actividade da Igreja”.
Actualmente, as relações entre a Santa Sé e Hanói estão limitadas a uma visita anual ao Vietname de representantes da Santa Sé, que mantêm encontros com representantes do governo. Neste país não existe presença estável de um Núncio Apostólico nem representante diplomático da Santa Sé.