A Santa Sé manifestou-se preocupada com o crescimento da pobreza no mundo, ao intervir no Conselho Económico e Social da ONU (ECOSOC).
A líder da delegação católica, Mary Ann Glendon, culpou o “círculo vicioso de pobreza material” e a falta de solidariedade entre os povos, “incapazes de reconhecer a sua humanidade comum”. salientando que mesmo os povos mais afortunados sofrem de “uma certa pobreza de imaginação”.
A ECOSOC está a organizar a usa sessão anual, em Nova Iorque, que se prolonga até ao próximo dia 23 de Julho. O encontro pretende rever os objectivos delineados no encontro de 2001, em Bruxelas, de erradicar a pobreza nos 50 países menos desenvolvidos do mundo.
Para a Santa Sé, estes planos têm o potencial de “libertar das prisões da pobreza” mais de 700 milhões de pessoas, mas tal só poderá acontecer com a ajuda dos países desenvolvidos.
“Para que a ajuda financeira possa ter impacto, deve ser canalizada de forma mais efectiva para investimentos produtivos que ofereçam claros benefícios para as comunidades a que se destinam”, disse Glendon.
Lembrando que os países pobres têm um rico potencial humano, a representante da Santa Sé vincou que “a concretização desse potencial deve ter em conta a atenção das mulheres e crianças, bem como a protecção da dignidade e cultura humanas”.