O Presidente do Conselho Pontifício da Justiça e da Paz, Cardeal Renato Raffaele Martino, apelou ao mundo para que não esqueça a morte de inocentes, vítimas de actos de violência e a situação de milhares de refugiados que fogem da guerra e estão expostos às intempéries, às doenças e à fome. Numa nota, o Cardeal lembrava a situação de violência no Leste da República Democrática do Congo.
O Pontifício Conselho apela, às partes em conflito, para que renunciem à lógica do confronto e das armas e escolham o diálogo e as negociações, optando pelo “bem comum acima dos interesses pessoais”. .
O Cardeal Martino dirigiu-se, também, à comunidade internacional, para que intervenha na resolução do conflito, em especial para que os rebeldes respeitem os acordos de paz assinados. O Pontifício Conselho destaca ainda a importância de uma solução da crise que tenha em consideração as preocupações pela paz e a segurança de todos os países e habitantes da região dos Grandes Lagos, porque “não há paz se a mesma não for global, fundada no diálogo e na reconciliação, condições indispensáveis para a estabilidade e o desenvolvimento solidário”.
A Caritas Internacional renovou também o seu apelo em prol da paz no Leste da República Democrática do Congo e pelo fim do sofrimento da população. A Caritas pede ainda que possa retomar seu trabalho de ajuda às vítimas no local.
O Fr. Pierre Cibambo, da Caritas Internacionalis para a África, afirmou que a organização está a testemunhar uma “escalada do desastre humanitário na região”, recordando que na guerra de 1998-2003, milhões de pessoas morreram e um “regresso à guerra seria uma catástrofe”.
"Tornou-se difícil para a Caritas fornecer alimentos e remédios para as pessoas que têm necessidades urgentes. Todos os conflitos permitem que as agências humanitárias continuarem seu trabalho, e isso é vital para que a segurança seja restabelecida", afirmou.
Também o Programa Mundial de Alimentos (PAM) da ONU divulgou que foi obrigado a suspender a distribuição de alimentos aos deslocados da cidade de Goma, pois a agência não pode sair da cidade.
Redacção/Rádio Vaticano