Os guerrilheiros das Forças Nacionais de Libertação (FNL) do Burundi levantaram hoje o ultimato lançado ao presidente da conferência episcopal do país e manifestaram a sua vontade de negociar com o governo nacional, liderado por Domitien Ndayizeye. O ultimato ao arcebispo Simon Ntamwana, datado de 31 de Dezembro passado, dava 30 dias ao prelado para abandonar o país.
As FNL são acusadas pelos bispos católicos do país de terem sido as responsáveis pelo assassinato do Núncio Apostólico, Michael Aidan Courtney, no dia 29 de Dezembro. “Matando um bispo - escreveu a Conferência Episcopal de Burundi - os assassinos cometeram o pecado de sacrilégio e profanaram um dom de Deus.”
Responsáveis de todo o mundo têm lembrado a obra do arcebispo irlandês Michael Courtney, nos três anos que ele passou em Burundi, para restabelecer a concórdia e o diálogo no país.
João Paulo II lembrou o núncio, sepultado na Irlanda no passado dia 3 de Janeiro, afirmando na sua mensagem de Ano Novo que D. Michael Aidan Courtney era uma testemunha da paz.
“Rezemos por ele, com o desejo de que seu exemplo e sacrifício tragam frutos de paz para o Burundi e para o mundo”, pediu o Papa aos fiéis reunidos na Basílica de São Pedro.
No próximo dia 8 de Janeiro será celebrada no Vaticano uma Missa por intenção do núncio assassinado.