Um cidadão da Somália foi apresentado ao Tribunal de Nairobi, no Quénia, por suspeitas de envolvimento no rapto de duas religiosas italianas, a Irmã Caterina Giraudo e a Irmã Maria Teresa Oliviero, do movimento contemplativo missionário Padre de Foucauld.
Ambas despareceram na noite de 9 para 10 de Novembro, quando um grupo de homens armados entrou na localidade de El Wak, ao noroeste do Quénia, junto à fronteira com a Somália.
O único suspeito, Mohammed Omar, declarou-se inocente de todas as acusações, que o poderiam levar até à condenação à morte.
De momento, as duas irmãs permanecem nas mãos dos seus raptores, que se julga serem somalis. As negociações em curso têm-se revestido de grande secretismo, por causa da delicadeza da situação.
O governo italiano já manifestou a sua oposição a qualquer intervenção militar destinada a libertar as duas religiosas deste país.
Uma das irmãs da Congregação, citada pela Rádio Vaticano, disse que "sabemos com certeza que foram abertos canais e que as negociações estão em andamento”.