Terrorismo em Espanha: actos inqualificáveis, diz Núncio Apostólico
Bispos de Bilbau e Madrid já condenaram atentados desta manhã
Os quatro atentados registados esta manhã em Madrid causaram, pelo menos, 173 mortos e 590 feridos, de acordo com o mais recente balanço oficial divulgado pelo ministério espanhol do Interior, que, no entanto, adverte que os números são "ainda provisórios".
O cardeal Antonio María Rouco Varela, arcebispo de Madrid, fala “no mais brutal dos massacres que a ETA provocou na nossa cidade”, mas assegura que eles se irão revelar “o mais rotundo dos fracassos”.
Uma mensagem de solidariedade do Papa (ver notícia relacionada) chegou à Nunciatura antes das 11h00 (menos 1 hora em Lisboa), sendo de imediato transmitida à Conferência Episcopal, cujos membros já condenaram de forma muito dura os atentados, atribuídos à ETA, mas ainda não reivindicados pela organização separatista basca.
Para amanhã, revelou o Núncio em Madrid, está já convocada uma manifestação intitulada “Com as vítimas, com a Constituição, pela derrota do terrorismo”.
O fim da campanha eleitoral é também um gesto saudado pelo arcebispo português, para quem “a maioria dos políticos, graças a Deus, assume-se contra o terrorismo”.
Também na Igreja Católica a condenação é unânime, com o primeiro passo a ser dado pelos bispos de Bilbau: “após ter notícia dos atentados desta manhã em Madrid, condenamos esta mostruosidade da ETA que a todos produziu uma imensa consternação”. Nessa cidade do País Basco será celebrada amanhã uma missa pelas vítimas dos atentados, na Catedral de Bilbau, às 19h30 locais.
Também em Zaragoza o arcebispo local anunciou a celebração de duas missas, hoje e amanhã, na Catedral de El Salvador de La Seo, por intenção das vítimas, pedindo “uma resposta massiva”.
Além da condenação, a Igreja tenta deixar uma mensagem de esperança e serenidade, como vincou o Núncio Apostólico. “Procuraremos estar perto das pessoas que sofrem, celebrando com eles, através dos meios próprios da Igreja”, anunciou.
A mensagem do Papa
• João Paulo II condena crueldade dos atentados em Madrid
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