«The Passion of Christ» em debate no Vaticano
O actor e realizador Mel Gibson começou a rodar o filme “The Passion of Christ”, que retrata as últimas 12 horas da vida de Jesus, em finais de 2002.
A grande novidade deste filme é que será falado apenas em latim e aramaico. A obra, de três horas de duração, apresenta uma narração que segue à risca o texto dos Evangelhos, mas não será a incerteza do desfecho a prender os espectadores à cadeira, mas a intensidade (que roça mesmo a violência) das imagens e dos sons.
Contando com actores como Jim Caviezel e Monica Belucci, este filme de Mel Gibson, vencedor do Oscar de melhor realizador em 1995 com “Braveheart”, pretende, segundo o próprio, “transcender as barreiras da linguagem com cenas que contem a história por si mesmas.”
Mesmo antes de estar concluído, o filme suscitou forte polémica nos Estados Unidos por causa da reacção de organizações judaicas norte-americanas, que acusam Gibson de retomar a acusação “Judeus, povo deicida” formulada na oração de Sexta-feira Santa pré-Vaticano II.
João Paulo II já viu a obra e, apesar de se ter especulado sobre a sua reacção, a Santa Sé desmentiu que o Papa tivesse feito qualquer comentário público.
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