Vaticano

Trinta e cinco missionários católicos assassinados em 2003

Octávio Carmo
...

Trinta e cinco missionários católicos foram assassinados em 2003, segundo dados actualizados publicados pela agência missionária do Vaticano, Fides. Os casos expostos incluem situações de guerra civil, roubos ou execuções por causa do trabalho específico dos envolvidos. O órgão informativo da Congregação para a Evangelização dos Povos divulgou os nomes nas vésperas do 24 de Março, Jornada de oração e jejum em memória dos missionários mártires, promovida pelo Movimento Juvenil Missionário das Pontifícias Obras Missionárias. A data assinala ainda o dia do assassinato de Oscar Romero, arcebispo de San Salvador, em 1980. O cardeal Crescenzio Sepe, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, constata que o maior número de missionários assassinados é registado na África, em especial no Sudão, Uganda e na República Democrática do Congo. A América Latina, em particular a Colômbia - que o cardeal italiano define como “Igreja Mártir” -, foi a outra região do planeta mais afectada pelo assassinato de missionários (cinco). O acontecimento mais relevante foi o assassinato do representante do Papa no Burundi, um acto sem precedentes na história moderna do Vaticano. A Congregação para a Evangelização dos Povos assinala que a maior parte destes acontecimentos teve lugar em África e na América Latina, sendo que os visados eram quase sempre originários das terras onde morreram. Em 2002 o número de membros da Igreja assassinados em terras de Missão fora de 25 e em 2001 foi de 33. A lista dos missionários assassinados em 2003, actualizada em italiano, é publicada pela agência Fides em www.evangelizatio.org/portale/martirologio/martiri/2003.html


Missões