Um grupo de religiosas japonesas está a tentar retomar a sua acção missionária no Nepal, após terem sido foram forçadas a fechar a sua escola em 2001 por causa das desordens e dos riscos do crescimento da violência dos grupos de guerrilha maoísta.
"A situação não é de todo pacificada", explica à agência Fides a irmã Tanaka Shoko, que era a directora da escola que foi fechada. "Muitos habitantes do lugar desejam a reabertura da escola e assim, decidimos voltar. Esperamos que tudo ocorra bem".
A actividade das religiosas no pequeno país da Ásia tibetana começou no início dos anos 80, quando a congregação enviou quatro religiosas a Bandipur, região montanhosa entre Pokkara e Kathmandu. Em 1985 as irmãs fundaram uma creche e depois, uma escola elementar.
Os problemas começaram em 1996, quando os grupos de guerrilha maoísta, que ainda lutam para instaurar uma "república do proletariado", inauguraram um período de violência que fez mais de 7000 vítimas em seis anos, também entre os civis, não obstante as tentativas de conciliação colocadas em acção pelo governo de Nepal.
Em 29 de Janeiro passado o governo do Nepal assinou um acordo de cessar fogo com os rebeldes e as religiosas decidiram reabrir a escola. No Nepal, nação de maioria hindu, existem 6.000 católicos em uma população de 23 milhões de pessoas.