Ahmed Yassin foi morto durante ataque israelita, em Gaza
O director da Sala de Imprensa da Santa Sé condenou esta manhã a morte do líder espiritual do Hamas, Ahmed Yassin, numa declaração aos jornalistas no Vaticano.
“A Santa Sé une-se à comunidade internacional na condenação deste acto de violência não justificável em qualquer Estado de Direito”, disse.
O xeque Ahmed Yassin, fundador e líder espiritual do Hamas, foi morto esta segunda-feira durante uma operação militar israelita na Faixa de Gaza, e em resposta o movimento radical palestiniano já ameaçou provocar um "tremor de terra" em Israel.
A posição oficial da Santa Sé retoma o discurso do Papa ao corpo diplomático no Vaticano. A falta de resolução do problema israelo-palestiniano foi considerada um factor de desestabilização permanente para toda a região.
João Paulo II afirmou então que “não me cansarei jamais de repetir aos responsáveis destes povos: a opção pelas armas, o recurso por uma parte ao terrorismo e por outra parte às represálias, à humilhação do adversário, à propaganda do ódio, não levam a nenhuma parte. Somente o respeito das legítimas aspirações de uns e outros, o regresso à mesa de negociações e o compromisso concreto da comunidade internacional podem levar a um início de solução”.
O porta-voz do Vaticano voltou a vincar que “a paz autêntica e duradoura não se pode reduzir a um simples equilíbrio entre as forças presentes; é sobretudo o fruto de uma acção moral e jurídica.”
Ahmed Yassin foi atingido mortalmente, ao início da manhã, num ataque de helicóptero quando abandonava a mesquita, juntamente com outras sete pessoas, segundo fonte hospitalar palestiniana.