Vaticano debate papel da Igreja no mundo actual Octávio Carmo 15 de Março de 2005, às 16:13 ... Inicia-se amanhã, no Vaticano, a Conferência promovida pelo Conselho PontifÃcio Justiça e Paz sobre o tema "O apelo à justiça: a herança da Gaudium et Spes a 40 anos da sua promulgação". A Constituição Pastoral “Gaudium et Spes†é o documento do II ConcÃlio do Vaticano sobre a Igreja no mundo contemporâneo. O objectivo da Conferência é examinar a abrangência do magistério social do ConcÃlio, principalmente na sua relação entre “justiça e vocação à plena humanidadeâ€. Esta análise será feita através de uma trÃplice reflexão: sobre os fundamentos filosóficos e teológicos da Doutrina Social católica; sobre a missão da Igreja no âmbito social e a sua resposta aos sinais dos tempos; sobre a análise das grandes questões contemporâneas de natureza económica, polÃtica e social. A análise será acompanhada por uma exposição de modelos concretos de acção eficaz contra a pobreza, o pecado social e o sofrimento nas suas várias formas. Alegria e Esperança A Igreja do nossos tempos viu-se colocada dentro de um mundo que se desenvolveu segundo leis próprias e mecanismos cujo controlo escapou, legitimamente, à alçada do religioso. Atendendo a esta conjuntura, o II ConcÃlio do Vaticano propõe um documento singular, precioso pelo seu alcance e actualidade: a Constituição Pastoral Gaudium et Spes (GS). A realidade histórica e meta-histórica que é o Povo de Deus considera-se na sua existência neste mundo, nele vivendo e actuando na certeza de que o seu fim salvador e escatológico não é tarefa passÃvel de conclusão no mesmo. A demissão da vida terrena, porém, constitui uma falha grave na missão de todo o cristão em ser sal da terra, conforme o mandato evangélico. A função que a Igreja tem a desempenhar no mundo reveste-se da maior importância, porque visa revelar uma “verdade profunda†sobre a destinação do homem e do universo. A mensagem de Cristo deve iluminar o mundo inteiro, estabelecendo pontes para o diálogo entre todos os povos, ajudando a edificar a paz, sarando as feridas que tantas vezes marcam as relações entre as sociedades. Empenhada numa parceria de diálogo, a Igreja assume como suas as preocupações da humanidade, as angústias do mundo de hoje, as questões fundamentais sobre o sentido da existência. Essa mesma Igreja reconhece uma legÃtima autonomia ao seu parceiro de diálogo, um mundo capaz de um progresso autêntico e humano: “o ConcÃlio considera com muito respeito o que há de bom nas instituições tão diversas que o género humano criou e, sem cessar, continua a criar†(GS, nº 42). A Igreja não ignora o quanto recebeu da história e mostra-se “firmemente persuadida de que pode receber muita ajuda de vários modos, do mundo, pelas qualidades e acções dos indivÃduos e das sociedades†(GS nº 40). Santa Sé Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...