Vaticano

Vaticano defende reforma da ONU

Octávio Carmo
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O Vaticano defendeu hoje uma “reforma da ONUâ€, justificada pela necessidade de “responder melhor aos novos desafios do Terceiro Milénioâ€. A posição foi assumida pelos responsáveis da diplomacia vaticana, durante os encontros mantidos com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Itália, Gianfranco Fini, anunciou Joaquín Navarro-Valls, director da Sala de Imprensa da Santa Sé. Fini encontrou-se com o Arcebispo Giovanni Lajolo, Secretário do Vaticano para as Relações com os Estados, e com o Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, no âmbito dos contactos que o governo italiano vem mantendo com vários Estados para reforçar a colaboração internacional. Navarro-Valls explicou aos jornalistas que no decorrer dos encontros “todos estiveram de acordo na necessidade uma reforma da ONU, para responder melhor aos novos desafios do Terceiro Milénioâ€. Em cima da mesa estiveram ainda problemas actuais como a situação na Europa e no Médio Oriente. João Paulo II tem pugnado por uma convivência regulada no plano internacional. Nesse sentido, considera que a ONU está no coração desta regulação e deve ocupar o lugar central da mesma. Na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz 2004, o Papa falava das Nações Unidas como “representante da família humanaâ€, criticando qualquer tentativa de votar ao desprezo esta organização. A vontade de reformar a ONU, da parte do Vaticano, tem a ver sobretudo com a vontade de que a mesma seja mais eficaz enquanto instância reguladora, e mais adequada para a função de representação do género humano como um todo. Em relação à questão da reestruturação do Conselho de Segurança, a Igreja considera que o mesmo deveria reflectir, o mais fielmente possível, a representação da população mundial, das regiões geopolíticas, dos diferentes níveis de desenvolvimento económico e as diferentes civilizações.


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