Vaticano

Vaticano diz que a tortura não é lícita para combater o terrorismo

Octávio Carmo
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O presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz declarou que a tortura não é um meio lícito para combater o terrorismo. O Cardeal Renato Martino abordou esta terça-feira a questão ao responder às perguntas dos jornalistas durante a conferência de imprensa de apresentação da mensagem de Bento XVI para a Jornada Mundial da Paz (1 de Janeiro de 2006). “A tortura é uma humilhação da pessoa, seja quem for. Portanto, a Igreja não admite este meio para arrancar a verdade”, afirmou. Sobre a execução, nos EUA, de Stanley “Tookie” Williams, o Cardeal considera estarmos na presença de um acontecimento “terrível”. “A nossa sociedade deveria ser uma sociedade que promove a vida, não a morte”, disse. D. Renato Martino lembrou a oposição da Igreja à execução, referindo que “com a pena de morte sabes que não há alternativa, não há possibilidade de que o ser humano mude e se transforme num bom cidadão”.


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