Mesmo com o impasse registrado na Conferência das Nações Unidas sobre o Tratado de não-Proliferação das Armas Nucleares, em Nova Iorque, a Santa Sé confia que, num futuro próximo, mais nações possam ratificar o acordo.
Segundo o senador canadiano Douglas Roche, que representou a Santa Sé na reunião, o problema é mais profundo do que se parece: é um reflexo da situação geopolítica mundial e do enfraquecimento do Direito Internacional.
"Enquanto se pode afirmar com certeza, o fracasso da conferência, creio que o Tratado de não-Proliferação, enquanto tal, não seja um fracasso. Acredito que seja necessário cumprir novos esforços, por parte daqueles Estados que seguem a mesma linha e que crêem firmemente na necessidade de aumentar as disposições relativas ao desarmamento nuclear previsto no tratado”, revela.
De acordo com o senador, a Santa Sé esclareceu no encontro, sem deixar dúvidas, que as armas nucleares representam um atentado à vida no planeta Terra e que isso significa, consequentemente, um atentado ao processo de desenvolvimento. Para Douglas Roche, a preservação do Tratado de não-Proliferação requer um compromisso inequívoco, para um verdadeiro desarmamento nuclear.
Esse compromisso, explicou Roche, foi levantado no ano 2000 e foi expresso também em 1995, quando o Tratado foi prorrogado por tempo indeterminado. "Aquilo que a Santa Sé quer é que os chamados Estados-nucleares repensem as suas atitudes e entrem em acordo com outros países" explicou Roche.