Vaticano

Vaticano lembra que Galileu foi homem de fé

Agência Ecclesia
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O Conselho Pontifício da Cultura organizou, ontem à tarde, em Roma, um Congresso que teve como tema: “A ciência, 400 anos depois de Galileu Galilei: o valor e a complexidade ética da pesquisa tecnocientífica contemporânea”. O encontro foi promovido em parceria com a Finmeccanica - Grupo industrial italiano que actua no sector da alta tecnologia espacial, de defesa e segurança. Os trabalhos foram inaugurados pelo Secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone. O número dois do Vaticano afirmou que “no passado, alguns homens da Igreja cometeram erros em relação a Galileu Galilei, devido à mentalidade da época. Contudo, o grande cientista italiano foi um homem de profunda fé cristã”. “O pensamento volta, mais uma vez, a Galileu Galilei. Nos últimos anos, houve descobertas que preencheram as lacunas de eclesiásticos e deram maior destaque à rica personalidade deste cientista. Ele, com o seu telescópio astronómico, chegou à conclusão de que a Terra não era o centro de todos os movimentos celestes”, constatou. Para além destes factos, para o Cardeal Bertone “o que deveria ser colocado em evidência, hoje, é que Galileu, homem de ciência, também cultivou com amor a sua fé e as suas profundas convicções religiosas. Este homem de fé via a natureza como um livro, cujo autor era Deus”. O arcebispo Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, repetiu neste encontro que “o processo da Inquisição contra Galileu foi concluído efectivamente com uma sentença de condenação, que nunca foi assinada pelo Papa e sobre a qual houve um grave desacordo entre os Cardeais”. O Congresso contou com a participação do padre George Coyne, jesuíta, director emérito do Observatório Astronómico Vaticano. (Com Rádio Vaticano)


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