Vaticano nega «regresso ao passado» Octávio Carmo 07 de Julho de 2007, às 15:47 ... O Motu Proprio de Bento XVI sobre a Missa no antigo Rito gera, como o próprio admite, "reacções muito divergentes entre si que vão de uma entusiasta aceitação até uma férrea oposição a respeito de um projecto cujo conteúdo na realidade não era conhecido". Entre os principais receios manifestados está o de se ver na decisão do Papa "liberalizar" o Rito de São Pio V uma negação do ConcÃlio Vaticano II, temendo que uma das suas decisões essenciais – a reforma litúrgica – seja posta em dúvida. "Tal receio não tem fundamento", escreve Bento XVI na carta que enviou aos Bispos de todo o mundo, explicando a sua posição. Para o Papa "notÃcias e juÃzos elaborados sem suficiente informação criaram não pouca confusão". Nesse sentido, o director da sala de imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, veio a público assegurar que a decisão de Bento XVI não significa "um regresso ao passado". "O Papa não quer promover nenhuma revolução no que diz respeito à liturgia actual, renovada pelo ConcÃlio Vaticano II, que continuará a ser seguida pela grande maioria dos fiéis", referiu o Pe. Lombardi, em declarações à Rádio Vaticano. Bento XVI, indica, "não impõe nenhum regresso ao passado nem quer qualquer enfraquecimento da autoridade do ConcÃlio nem da autoridade ou responsabilidade dos Bispos", prosseguiu. Para o porta-voz do Vaticano há na decisão do Papa uma "mensagem importante" para quem se encontra descontente com a actual forma de celebrar a Missa: "a liturgia deve ser celebrada com cuidado e respeito, porque através dela comunicamos com o mistério de Deus". Na carta que enviou aos Bispos, Bento XVI condena algumas "deformações da Liturgia no limite do suportável". O Papa lembra que "muitas pessoas, que aceitavam claramente o carácter vinculante do ConcÃlio Vaticano II e que eram fiéis ao Papa e aos Bispos, desejavam contudo reaver também a forma, que lhes era cara, da sagrada Liturgia". Segundo Bento XVI, "isto sucedeu antes de mais porque, em muitos lugares, se celebrava não se atendo de maneira fiel à s prescrições do novo Missal, antes consideravam-se como que autorizados ou até obrigados à criatividade, o que levou frequentemente a deformações da Liturgia no limite do suportável". "Falo por experiência, porque também eu vivi aquele perÃodo com todas as suas expectativas e confusões. E vi como foram profundamente feridas, pelas deformações arbitrárias da Liturgia, pessoas que estavam totalmente radicadas na fé da Igreja", assegura. Bento XVI Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...