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Vaticano: Papa contesta legalização de «drogas leves»

Agência Ecclesia
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Francisco abraça antigo toxicodependente durante viagem ao Brasil, julho de 2013
Francisco abraça antigo toxicodependente durante viagem ao Brasil, julho de 2013

Francisco recebeu responsáveis de 129 países na luta contra o narcotráfico

Cidade do Vaticano, 20 jun 2014 (Ecclesia) – O Papa Francisco manifestou-se hoje contra a legalização das chamadas "drogas leves", afirmando que o problema da toxicodependência exige outro tipo de soluções.

“Gostaria de dizer com muita clareza: a droga não se vence com a droga! A droga é um mal, e com o mal não pode haver relaxamento ou cedência. Pensar em reduzir os danos ao permitir o uso de psicofármacos às pessoas que continuam a usar droga, não resolve de facto o problema”, declarou, perante os participantes na reunião anual dos responsáveis das agências antidroga mundiais.

Francisco considerou “pelo menos questionável” a legalização de drogas leves, “mesmo de modo parcial”, e disse que esta decisão “não produz os efeitos que foram pré-fixados”.

“O flagelo das drogas continua a fazer estragos em formas e dimensões impressionantes, alimentado por um mercado vergonhoso que atravessa as fronteiras nacionais e continentais. Desta forma, continua a crescer o perigo para os jovens e adolescentes”, alertou.

Francisco falava perante os participantes da 31ª edição da ‘International Drug Enforcement Conference’ (IDEC), que este ano se realizou em Roma entre terça e quinta-feira.

O tema do encontro foi ‘O desmantelamento das estruturas financeiras do narcotráfico’, congregando 500 delegados de 129 países.

O Papa manifestou-se ainda contra o uso de drogas de substituição, considerando que as mesmas são uma “forma velada” de rendição.

“Quero reafirmar o que já disse noutra ocasião [audiência geral de 7 de maio de 2014]: não a qualquer tipo de droga. Simplesmente, não a qualquer tipo de droga”, afirmou.

“Oportunidades de trabalho, educação, desporto, vida saudável: este é o caminho da prevenção da droga. Se forem realizados estes ‘sim’, não há lugar para a droga, para o abuso de álcool, para as outras dependências”, prosseguiu.

Francisco elogiou o papel da Igreja Católica, que “não abandonou os que caíram na espiral da droga”.

OC



Papa Francisco