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Vaticano: Papa lamenta nova tragédia com 700 imigrantes no Mediterrâneo

Agência Ecclesia
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(Lusa)
(Lusa)

Francisco pede determinação da comunidade internacional para evitar mais mortes

Cidade do Vaticano, 19 abr 2015 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje à intervenção da comunidade internacional depois de mais um naufrágio no Mediterrâneo, com cerca de 700 imigrantes que viajavam com destino à Itália.

“Dirijo um sentido apelo para que a comunidade internacional atue com decisão e rapidez, a fim de evitar que tais tragédias se venham a repetir”, declarou, perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a oração do ‘Regina Caeli’.

Francisco comunicou aos presentes que desde o início do dia estão a chegar notícias “relativas a uma nova tragédia nas águas do Mediterrâneo”.

“Uma embarcação cheia de migrantes naufragou na última noite, a cerca de 60 milhas da costa líbia, e teme-se que haja centenas de vítimas”, referiu.

O Papa manifestou a sua “mais sentida dor” perante “tal tragédia”: “São homens e mulheres como nós, irmãos que procuram uma vida melhor, famintos, perseguidos, feridos, explorados, vítimas de guerras. Procuram uma vida melhor, procuravam a felicidade”.

“Asseguro a minha recordação nas orações pelos desaparecidos e pelas suas famílias”, acrescentou, pedindo um momento de oração, em silêncio, por parte dos presentes, antes de rezarem em conjunto uma Avé-Maria.

Segundo a imprensa italiana, o alerta partiu de um navio português, depois das operações de salvamento de 28 sobreviventes.

Francisco associou-se ainda à ‘Marcha pela santidade da vida”, que decorre em Varsóvia, na Polónia, encorajando todos a “defender e promover sempre a vida humana”.

A tradicional catequese dominical abordou a ressurreição de Jesus como centro da fé cristã, tendo o Papa afirmando que esta “não é uma teoria, uma ideologia, um complexo sistema de preceitos e proibições, ou um moralismo, mas uma mensagem de salvação, um acontecimento concreto”.

“Se o cristão se deixa tomar pelo comodismo, pela vaidade, pelo egoísmo, se fica surdo e cego à pergunta de ‘ressurreição’ de muitos irmãos, como poderá comunicar Jesus vivo, o seu poder libertador e a sua ternura infinita?”, alertou.

A intervenção concluiu-se com uma oração à Virgem Maria, para que os cristãos possam levar a todos “os dons pascais da alegria e da paz”.

OC



Papa Francisco