O Vaticano marcou presença no Conselho ministerial da organização para a segurança e a cooperação na Europa (OSCE), que se concluiu esta Sexta-feira, deixando um apelo por um maior no combate ao tráfico de pessoas.
O Arcebispo Dominique Mamberti secretario para as relações com os Estados, falou em Helsínquia do trafico de seres humanos como um fenómeno social “pluridimensional de miséria, pobreza, avidez, corrupção, injustiça e opressão, que se manifesta com a exploração sexual, o trabalho forçado, a escravidão e o recrutamento de menores para conflitos armados”.
“Sabemos bem – disse o Arcebispo Mamberti – que as causas deste fenómeno incluem factores económicos como o desequilíbrio entre os níveis de bem-estar rural e urbano e o desejo desesperado de fugir à pobreza”.
“Para o problema contribuem também factores jurídicos e políticos, como a falta de legislação e a ignorância dos pais e das vítimas acerca dos próprios direitos perante a lei. A desconfiança na lei e as fronteiras abertas desempenham também um papel, assim como factores socioculturais tais como a aceitação social de mandar os filhos a trabalhar fora da família, o analfabetismo, os níveis baixos de instrução, a aceitação da escravidão da divida e a discriminação contra as mulheres”, prosseguiu.
Para este responsável, “a globalização e o maior movimento de pessoas podem também tornar grupos vulneráveis, como as mulheres e as jovens presa mais fácil dos traficantes, que, claramente não têm nenhum respeito pela dignidade da pessoa humana e consideram as pessoas como simples produtos para comprar, vender, usar e abusar à vontade”.
“A minha delegação – concluiu D. Dominique Mamberti - deseja sublinhar o empenho da Igreja Católica em defesa da dignidade de cada vida humana, em particular dos mais vulneráveis, e garantir o seu apoio pleno aos esforços da OSCE para eliminar a chaga do tráfico de pessoas, em particular de mulheres e crianças, da prostituição, e do trabalho forçado”.
(Com Rádio Vaticano)