Vaticano

Vaticano reage com prudência à onda de violência contra religiosos na China

Octávio Carmo
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O Vaticano reagiu com prudência à recente onda de agressões que atingiu dezenas de religiosos na China. Por duas vezes, no último mês, bandos de delinquentes atacaram padres e religiosas com barras de ferro, tijolos e bastões, tendo provocado ferimentos graves em vários. A agência do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras (PIME), a AsiaNews, deu conta, na semana passada, de uma investida contra católicos na China, informando que um grupo de sacerdotes e religiosas foi alvo de agressões com barras de ferro, tijolos e bastões por um bando de delinquentes na cidade litoral de Tianjin, a 150 km de Pequim. Os religiosos foram agredidos depois de se terem manifestado contra a requisição de alguns edifícios pertencentes à diocese deles de Taiyuan e Yuci (Shanxi). Os edifícios da Igreja que foram confiscados durante o regime de Mao e deveriam ter sido devolvidos já em 1979. Este acto de violência é idêntico ao incidente ocorrido em Xian, há algumas semanas, quando 16 freiras foram espancadas porque impediam a demolição de uma escola diocesana. Em declarações à agência “Catholic News Service”, o Arcebispo Robert Sarah, secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, referiu que é necessário verificar estes acontecimentos antes de os comentar, “para não prejudicar as delicadas relações entre o Vaticano e a China”. O governo chinês cortou relações com o Vaticano em 1951, dois anos após a subida do Partido Comunista ao poder. A Santa Sé mudou então a sede de Pequim para Taipé e é um dos 25 países do mundo que mantém relações diplomáticas com Taiwan, em detrimento da China. Vários contactos informais têm sido desenvolvidos desde que Bento XVI sucedeu a João Paulo II, fazendo do estabelecimento de relações diplomáticas com a China uma das suas prioridades.


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