Seis meses depois, organizações da Igreja apresentam balanço da ajuda prestada
Quase seis meses depois da tragédia que se abateu sobre o sudeste asiático, a 26 de Dezembro, o Pontifício Instituto das Missões no Estrangeiro (PIME) vai apresentar um balanço dos projectos que concretizaram a ajuda de emergência às populações atingidas pelo maremoto no Índico.
Segundo a agência do PIME, AsiaNews, em muitos dos países atingidas os projectos de reconstrução ainda não foram iniciados e as críticas aos governos locais são muitos: na Indonésia o governo tenta bloquear os fundos; na Índia as autoridades demoram a conceder terrenos para as novas casas; na Tailândia a maior parte das ONG’s e organizações humanitárias já deixaram o terreno.
A Igreja Católica continua empenhada com numerosos projectos de ajuda e reconstrução. O PIME vai revelar, no dia 7 de Junho, testemunhos do que tem sido feito por missionários, voluntários e população local para dar esperança e construir um futuro melhor para o sudeste asiático.
A campanha de solidariedade lançada pelo PIME destinou-se, em primeiro lugar, a ajudas de emergência na Índia, Tailândia e Myanmar (antiga Birmânia), incluindo a aquisição de barcos de pesca, ajudas a escolas, apoio psicológico e reconstrução de locais de culto.
Nestes países continua a trabalhar a Caritas Internationalis, confederação de 162 organizações católicas de assistências, desenvolvimento e serviço social de mais de 200 territórios, incluindo Portugal. A Cáritas Portuguesa recolheu mais de 5 milhões de Euros em donativos na conta “Cáritas ajuda vítimas do sudeste asiático”.
A preocupação actual tem a ver com a chegada das monções, estando a Cáritas a apostar na construção de abrigos, estruturas sanitárias e no fornecimento de água potável às populações atingidas.