Vaticano

Zapatero desafiado a ouvir o que as famílias têm para dizer

Octávio Carmo
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Depois de milhares de pessoas se terem juntado em Madrid, no dia 18 de Junho, para uma manifestação em defesa da família, do matrimónio e das crianças, o Fórum Espanhol da Família (FEF) está a estudar novas formas de luta, enquanto espera que o primeiro-ministro Jose Luis Zapatero queira ouvir o que têm para dizer. O FEF informou ontem que enviou uma segunda carta ao chefe do governo espanhol, pedindo uma reunião para tratar assuntos que dizem respeito à família. A organização pretende que o governo promova um referendo sobre a lei que legaliza o matrimónio entre pessoas do mesmo sexo. Uma nova concentração foi convocada para a quinta-feira, dia 30, com o objectivo de “exigir a retirada imediata do projecto de lei anti-família e obter 5 minutos da apertada agenda de Zapatero”. Hoje, o FEF apresenta na Junta Eleitoral Central "mais de um milhão de assinaturas" para a Iniciativa Legislativa Popular contra a reforma legislativa que equipara as uniões homossexuais ao matrimónio. Tanto o FEF como a plataforma Hazteoir.org convocaram “todas as famílias espanholas a uma concentração legal e pacífica” contra a lei do matrimónio homossexual no mesmo dia da sua votação no Congresso dos Deputados, depois de o Senado a ter vetado na semana passada. Ambas associações vêm pedindo uma política de protecção integral da família, uma lei que garanta e reforce o respeito pela vida humana na sua integridade e uma valorização positiva das convicções religiosas na sociedade. O FEF acusa Zapatero de “esmagar” qualquer tentativa de estabelecer o diálogo e de não demonstrar “nenhuma sensibilidade para com a problemática das famílias”. Apesar do sucesso da manifestação do dia 18 de Junho, nenhum representante foi entretanto recebido pelo primeiro-ministro.


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