Quando estamos a dois passos do encerramento do Sínodos dos Bispos, dedicado às questões da família, convém recordar que foi o Papa Paulo VI que anunciou a criação desta instituição.
Um dos padres conciliares portugueses, D. Francisco Rendeiro, que participou nas quatro sessões desta assembleia magna (1962-65) escreveu cartas com frequência aos diocesanos do Algarve que eram publicadas semanalmente no jornal «Folha do Domingo».
O dominicano, padre Dubarle, conhecido pelas suas posições moderadas declarou que «A Igreja ainda não se libertou duma teologia da guerra justa, conveniente talvez no século XIV, mas nunca, em todo o caso, nos dias de hoje».
O manifesto dos 101 católicos teve um importante impacto na vida política, não só pelo claro apoio manifestado pela primeira vez à oposição, por setores católicos, como congregar nomes que já assumiam (ou viriam a assumir) relevo na nossa sociedade.
Quando se aproximava o início da IV sessão do II Concílio do Vaticano, faleceu D. Manuel Trindade Salgueiro, arcebispo de Évora, com 67 anos de idade. Este bispo, natural de Ílhavo, foi um dos participantes portugueses na assembleia magna convocada pelo Papa João XXIII e continuada por Paulo VI.
O teólogo dominicano, frei Bento Domingues, que todos os domingos nos presenteia no jornal «Público», um comentário sobre a realidade eclesial salienta, no artigo da revista «Brotéria», que os documentos conciliares são o fruto de muitas reflexões de "alguns pioneiros que sofreram e lutaram no meio de angústias e incompreensões"
Atualmente, parece «estar tudo ou quase nas mãos dos núncios apostólicos, que muitas vezes, não conhecem as dioceses, a sua história, possibilidades e problemas, e nem parecem dispostos a alargar o seu círculo de conselheiros», escreveu D. António Marcelino
O bispo português, D. Francisco Rendeiro, participou nas quatro sessões do II Concílio do Vaticano (1962-65). Natural da Murtosa (Diocese de Aveiro), este prelado da Ordem dos Pregadores (Dominicanos) que foi bispo do Algarve e de Coimbra fez 10 intervenções nos trabalhos conciliares.
Quando se comemora o centenário de nascimento de D. Manuel António Pires (1915-1999) é conveniente recordar um dos participantes portugueses no II Concílio do Vaticano. Nascido a 27 de março de 1915 em Vila Boa (Bragança), este prelado serviu a Diocese de Bragança-Miranda em muitos campos de ação pastoral e foi pastor de Silva Porto (Angola).
Os documentos emanados do II Concílio do Vaticano (1962-65) tiveram como base muito da Teologia Paulina. São Paulo foi o teólogo mais utilizado na assembleia magna convocada pelo Papa João XXIII e depois continuada com o seu sucessor, Paulo VI.