Nacional

Bispo de Aveiro dialoga com a sociedade civil

Luís Filipe Santos
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Na recta final da visita pastoral às paróquias da Torreira e S. Jacinto, diocese de Aveiro, D. António Francisco dos Santos realçou à Agência ECCLESIA que “é fundamental um bispo conhecer os seus cristãos no seu meio ambienteâ€. De 7 a 20 de Janeiro, o prelado de Aveiro caminhou com aquelas comunidades paroquiais. Depois da preparação prévia - com os párocos e elementos dos conselhos pastorais – a visita pastoral deve obedecer a três vertentes: “parte celebrativa, encontro com os agentes de pastoral (iniciativas programáticas) e proximidade do bispo com as famílias e instituições (realidade sociocultural)†– disse D. António Francisco Santos Nas paróquias da Torreira e S. Jacinto, o bispo de Aveiro encontrou-se com os agricultores, pescadores, comerciantes e autarcas. “Como são zonas de veraneio e que acolhem pessoas que vêm de fora é fundamental ouvir estas pessoas†– frisou. E acentua: “senti as alegrias e dificuldades deste povoâ€. Na visita às escolas e unidade militar, o bispo deixou palavras de ânimo. “A Unidade Militar de S. Jacinto presta um grande serviço na promoção da pazâ€. Neste contacto promove-se um “diálogo entre a Igreja e a sociedade civilâ€. No contacto com a comunidade de S. Jacinto – pertence ao concelho de Aveiro – D. António Francisco Santos testemunhou as dificuldades do povo. Está separada de Aveiro pela Ria, mas com o ferryboat sente-se mais próxima. No entanto “ainda sente o isolamentoâ€. Como não existem grandes iniciativas empresariais e de trabalho, as pessoas “emigram com frequênciaâ€. Com o encerramento dos estaleiros navais, as pessoas ficaram “em situações difíceis, ao nível de empregoâ€. A paróquia da Torreira tem duas realidades distintas: A imensidão de pessoas no Verão e, apenas, os habitantes no resto do ano. “Os comerciantes sofrem com a falta de pessoas nos meses fora do Verão†– sublinha o bispo de Aveiro. Adianta: “é difícil a sustentabilidade dos comerciantesâ€. Perante estes factos, o prelado levantou “a autoestima das populaçõesâ€. Em Aveiro desde o mês de Dezembro de 2006, D. António Francisco Santos salienta que já conhecia todos os arciprestados. “Nesta diocese é fácil a mobilidade humanaâ€. Depois de contactados todos os párocos, com estas visitas “torno-me mais próximo das comunidadesâ€.


Diocese de Aveiro