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Igreja: Cristãos de Rito Bizantino celebram o Natal

Agência Ecclesia
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Comunidades que seguem calendário Juliano também marcam presença em Portugal

Lisboa, 07 jan 2018 (Ecclesia) – As comunidades greco-católica e ortodoxa, de tradição bizantina, celebram hoje o nascimento de Jesus Cristo, segundo o calendário juliano.

O padre Natanael Mykola Harasym, da capelania da Igreja Greco-Católica Ucraniana em Lisboa, afirma que não está em causa a celebração de dois natais, mas “o Natal em duas datas diferentes”, agora a 7 de janeiro.

“Na Ucrânia celebramos o Natal em duas datas diferentes. A 25 dezembro pelo calendário Gregoriano e 7 de janeiro no calendário juliano, que ainda seguimos pela comunhão com a maioria ortodoxa no nosso país”, explicou o vigário paroquial coadjutor de Benfica, no Patriarcado de Lisboa.

O calendário solar juliano foi criado em 45 a.C. pelo imperador romano Júlio César e difere do calendário gregoriano, utilizado no Ocidente.

Frei José Nunes, comentador do Programa ECCLESIA (RTP2), disse na emissão transmitida na última sexta-feira que esta diferença é “interessante” porque recorda a todos que “as datas são simbólicas, e têm significação teológica importante”.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o padre Natanael Mykola Harasym destaca que chamar “Natal Ortodoxo” à celebração deste domingo não é correto porque, por exemplo, os Ortodoxos gregos, os búlgaros, os romenos e os da Finlândia “já celebraram o Natal a 25 de dezembro”.

O sacerdote da Ordem de São Basílio Magno explica que quando o calendário Gregoriano entrou em vigor, em 1582, o Natal era celebrado “só com 10 dias de diferença”.

“Ganhamos mais três dias ao longo de quase 500 anos e se continuarmos, a partir de 2100, celebramos o Natal a 8 de janeiro”, acrescenta.

Sobre as tradicionais trocas de prendas associadas à época festiva, o padre da capelania da Igreja Greco-Católica Ucraniana em Lisboa explica que foi no dia de São Nicolau, a 18 e 19 de dezembro.

“Para deixar no Natal que o presente, que dá presença, seja Cristo Jesus”, observou.

O padre Natanael Mykola Harasym adianta que vai visitar os fiéis de “casa em casa”, onde faz uma “breve oração, a aspersão e bênção das famílias”, que “alude à visita Pascal” em Portugal, e é a chamada “visita jordânica”.

Neste contexto, na Epifania existe o “sacramental da água”, a bênção que também “pode ser dentro da igreja” e “é realizado de forma muito solene” porque “invoca o batismo”.

No Vaticano, o Papa referiu-se a esta celebração, no sábado, desde a janela do apartamento pontifício, ao saudar as Igrejas orientais, católicas e ortodoxas, que agora celebram o Natal.

“A estas Igrejas dirijo as minhas felicitações mais cordiais. Que esta celebração seja fonte de novo vigor espiritual e de comunhão entre todos os cristãos, que reconhecem Jesus como Senhor e Salvador”.

Em particular, Francisco manifestou a sua "proximidade" aos cristãos coptas ortodoxos, no Egito, recentemente atingidos por atentados, e ao patriarca Tawadros II por ocasião da consagração da nova catedral copta no Cairo.

HM/CB/OC