A Conferência Episcopal da República Democrática do Congo (RDC) considera que o país vive um "genocídio silencioso" com graves consequências também fora das suas fronteiras.
Numa declaração da comissão permanente dos Bispos congoleses sobre a guerra no Leste e Nordeste da RDC, enviada à Agência ECCLESIA, a Igreja Católica no país afirma que o “drama humanitário” obriga a lançar “um grito de desespero e protesto”.
Os combates quase diários entre as forças rebeldes do general Laurent Nkunda e as tropas regulares congolesas mergulharam o país numa crise humanitária de grandes proporções, com o número de deslocados estimado em 250 mil.
Os Bispos lamentam que os factos dos últimos tempos decorram perante “o olhar impassível dos que receberam o mandato de manter a paz e proteger a população civil”.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou esta Quinta-feira o destacamento de mais três mil operacionais para o reforço da missão de manutenção de paz na República Democrática do Congo.
A Conferência Episcopal espera que a comunidade internacional “se empenhe sinceramente por fazer respeitar o directo internacional”.