Comissão Nacional Justiça e Paz

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Notas e comunicados

CUIDAR DOS IDOSOS: DEVER E RESPONSABILIDADE DE TODOS Nota da CNJP

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CUIDAR DOS IDOSOS Nota e Reflexão

CUIDAR DOS IDOSOS:

DEVER E RESPONSABILIDADE DE TODOS

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

A pandemia que nos atinge desde há vários meses, e que afeta de modo particular a geração dos mais velhos, tem despertado a atenção de todos para a situação dos idosos na nossa sociedade. Sobre esta questão já a Comissão Nacional Justiça e Paz se pronunciou recentemente e volta a fazê-lo, agora com uma reflexão que pretende ser um pequeno contributo no sentido de uma alteração profunda dessa situação.

Queremos salientar, sobretudo, que cuidar dos idosos não pode ser tarefa exclusiva do Estado. Todos, famílias e outras instituições, bem como cidadãos em geral, devem partilhar, com dedicação, a responsabilidade de garantir aos idosos a manutenção da sua dignidade de pessoa até à sua morte.

Ao Estado não compete tudo, mas é a ele que tem de se exigir a criação de uma política de apoio aos idosos onde estejam definidos objetivos e meios para aplicar com recurso a meios financeiros próprios e de terceiros. Essa politica deve ainda definir o papel que cabe a cada entidade envolvida e, naturalmente, os instrumentos de controlo.

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FRATELLI TUTTI Nota de Apresentação da CNJP

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Fratelli Tutti

TODOS IRMÃOS

Nota de apresentação da encíclica Fratelli Tuttisobre a fraternidade e a amizade social

 Comissão Nacional Justiça e Paz

Nesta apresentação da encíclica Fratelli Tutti, sobre a fraternidade e amizade social, deverá ser salientado, antes de tudo, o que nela se afirma a respeito do fundamento da fraternidade. «Sem uma abertura ao Pai de todos, não pode haver razões sólidas e estáveis para o apelo à fraternidade» (n. 272). Ou, mais profundamente (n. 85): Quem acredita que Deus ama cada ser humano com amor infinito confere-lhe uma dignidade também infinita; se Cristo derramou o seu sangue por todos, ninguém pode ser excluído do seu amor universal; a fonte suprema desse amor universal é a própria vida íntima de Deus, uma unidade de três Pessoas que é origem e modelo de toda a vida comunitária. É nestas verdades que assentam os alicerces da fraternidade, cujas consequências em múltiplos âmbitos são analisadas ao longo da encíclica.

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A PANDEMIA E OS MAIS VELHOS Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

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 Pandemis Idosos - foto VF


A PANDEMIA E OS MAIS VELHOS

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz



 

 

Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Para quem quiser ver a vida está cheia de nascimentos.
(...)

Nascemos muitas vezes naquela idade
onde os trabalhos não cessam,
mas reconciliam-se
com laços interiores e caminhos adiados.
(...)

Nascemos nos gestos ou para lá dos gestos.
Nascemos dentro de nós e no coração de Deus.
O que Jesus nos diz é:
"Também tu podes nascer",
pois nós nascemos, nascemos, nascemos.

(José Tolentino de Mendonça)

Falar em “nascer” quando falamos dos mais velhos parece contradição. Mas não é. Ser mais velho é nascer outra vez, não parar de nascer porque “a vida está cheia de nascimentos”. Ser mais velho é viver o tempo “em que os trabalhos se reconciliam”. Infelizmente a sociedade utilitarista em que vivemos não o permite. Trata-se da “cultura do descarte” a que se tem referido o Papa Francisco inúmeras vezes. Assim, a CNJP não pode, em tempos de pandemia, deixar de chamar a atenção para a forma como estamos a tratar os mais velhos. Trata-se de uma questão que não é recente, mas que se tornou pública.

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ESFORÇOS PARTILHADOS Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

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Nota Esforço partilhado - Imagem

ESFORÇOS PARTILHADOS

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

O nosso país, como o mundo inteiro, vê-se hoje confrontado com uma crise económica e social de uma gravidade sem precedentes. Essa crise traduz-se, para muitos, em desemprego, perda total ou muito substancial de rendimentos e privação da satisfação de necessidades básicas, como a alimentação.

As desigualdades que já anteriormente marcavam a nossa sociedade tendem a agravar-se, pois, como revelam vários estudos, são os mais pobres quem, de um modo geral, mais sofre com esta crise.

A crise não atinge todos por igual e há quem não sofra perdas substanciais de rendimentos. A estes é pedido um esforço de solidariedade, também ele sem precedentes, que permita minorar os seus efeitos.

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UMA PANDEMIA, UM DESAFIO À SOLIDARIEDADE

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 virus-covid-19-

        UMA PANDEMIA, UM DESAFIO À SOLIDARIEDADE

                Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

«Somos ondas do mesmo mar, folhas da mesma árvore, flores do mesmo jardim» – frases que acompanharam a recente oferta de máscaras protetoras da China à Itália
 
Foi o mundo inteiro surpreendido pela difusão do vírus Covid-19 a uma escala que muitos considerariam inimaginável nos tempos de hoje, de tão benéficos progressos científicos.
 
Parecemos regressados a outros tempos, os das pestes medievais ou das epidemias de há cem anos. Este facto faz-nos refletir na ilusão a que nos conduz o excesso de confiança nas capacidades humanas e na ciência. O ser humano continua a ser vulnerável diante da doença e da morte e deve reconhecer humildemente essa sua vulnerabilidade.
 
Mas outras importantes lições se podem colher deste surpreendente fenómeno.
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