Comissão Nacional Justiça e Paz

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Notas e comunicados

Nota da CNJP a propósito do Assassinato da Irmã Maria Antónia

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Irmã Maria Antónia

 Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

 A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem:
a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão;
a coragem, a mudá-las.
(Santo Agostinho)

 

Assistimos, consternados, à notícia da violação e assassinato de uma religiosa em S. João da Madeira. Esta religiosa dedicava a sua vida ao serviço dos pobres e marginalizados. Este crime não se passou na Síria em guerra, ou no Iémen ou em outro país não-europeu em guerra. Foi entre nós, “dentro de portas”! A comunicação social abordou um pouco a medo este crime que não foi assunto de abertura dos telejornais. Por outro lado a lentidão e burocratização da justiça é-nos sobejamente conhecida: o mandato de detenção do criminoso não foi efectivado a tempo, apesar de uma tentativa de violação anterior. Estranhamente as organizações de mulheres e de apoio às vítimas de violência – doméstica ou outras  - pouco disseram. No entanto tratou-se de um cruel feminicídio.  

Constatamos que tem havido um silêncio penoso sobre este crime – salvo raras exceções - e perguntamos intimamente quais as razões deste silêncio: “lavamos as mãos” da nossa responsabilidade individual e coletiva, como fez Pilatos?

A irmã  Maria Antónia Pinho – da congregação das Servas de Maria Ministras dos Enfermos - estava ao serviço da Igreja Católica numa missão evangélica, implicada nas questões da Justiça e da Paz no seu contexto de ação. Ao serviço, também, da sociedade civil e dos mais marginalizados.

A CNJP (Comissão Nacional Justiça e Paz) – na sua missão de alertar os cristãos e a sociedade civil –, e solidária com a direção da CIRP (Conferência dos Institutos Religiosos em Portugal) e da sua Comissão para a Justiça, Paz e Ecologia,  quer lembrar aos homens e mulheres cristãos (e a todas os cidadãos de boa vontade) que a função de qualquer governo e das instituições da sociedade civil é estarem ao serviço dos cidadãos mais vulneráveis, ao serviço dos que não têm voz (dos “descartados da sociedade”, como afirma o Papa Francisco). Mas, simultaneamente,  devem estar ao serviço daqueles e daquelas que lutam pela justiça e fazem trabalho de promoção humana na solidariedade e na paz - como foi o caso do crime mencionado acima e que podia bem ter sido evitado. E devem fazê-lo sem qualquer discriminação por causa de opções religiosas, origem social, sexo ou orientação sexual, idade, raça ou cultura, e outras.

Devemos à irmã Maria Antónia Pinho e à sua congregação a nossa profunda solidariedade.

Lisboa, 19 de Setembro de 2019

 

AO LADO DOS POBRES Nota das Comissões Justiça e Paz

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Justiça e Paz

 

AO LADO DOS POBRES

Nota das Comissões Justiça e Paz

Reunidas em Fátima no seu encontro anual, a Comissão Nacional Justiça e Paz, as Comissões Diocesanas Justiça e Paz de Braga, Bragança, Coimbra, Évora, Leiria-Fátima, Portalegre e Castelo Branco e Vila Real, e a Comissão Justiça, Paz e Ecologia dos Religiosos e Religiosas vêem assinalar a mensagem do Papa, recentemente divulgada, para o III Dia Mundial dos Pobres, que se celebrará no próximo dia 17 de novembro. Essa celebração será o motivo da realização da próxima Conferência Anual da Comissão Nacional Justiça e Paz.

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UM APELO AO PRÓXIMO PARLAMENTO EUROPEU Nota da CNJP

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Parlamento Europeu











UM APELO AO PRÓXIMO PARLAMENTO EUROPEU 

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz, 

em ação coordenada com Justiça e Paz Europa

A Comissão Nacional Justiça e Paz integra uma plataforma de comissões Justiça e Paz europeias (Justiça e Paz Europa), a qual lança um apelo aos candidatos a deputado nas próximas eleições para o Parlamento Europeu.

Através deste apelo, Justiça e Paz Europa e a Comissão Nacional Justiça e Paz pretendem contribuir para superar a crise de confiança no projeto da União Europeia que se sente atualmente. Para tal, entendem ser importante que o próximo Parlamento Europeu tenha em consideração, como prioritárias, as questões seguintes:

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SOLIDARIEDADE COM MOÇAMBIQUE POR UMA ECO-JUSTIÇA Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

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IDAI Moçambique

SOLIDARIEDADE COM MOÇAMBIQUE

POR UMA ECO-JUSTIÇA

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

A tragédia que assolou Moçambique, mas também o Malawi e o Zimbabué, tem despertado uma solidariedade imensa que testemunha o melhor dos valores do povo de português: empatia, generosidade, mobilização social e humana. Muitas instituições em Portugal e no estrangeiro têm sido exemplo de eficácia e organização, estando na linha da frente do apoio a um povo que sofre profundamente no corpo e na alma. A quanta dignidade temos assistido! A imprensa desempenha o seu papel de alertar consciências e de mostrar imagens pungentes que destroçam o nosso coração. O governo tem tomado as medidas necessárias para se pôr ao serviço da comunidade portuguesa em Moçambique, mas também dos moçambicanos que nos recebem. Temos sido verdadeiramente um povo irmão de Moçambique! Toda a sociedade civil se tem mobilizado nesta missão de Justiça e Paz.

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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Nota da CNJP

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Violência Doméstica

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

Mais uma vez a Comissão Nacional Justiça e Paz junta a sua voz à consternação coletiva face aos dados tremendos do persistente flagelo da violência doméstica e ao apelo a uma ação consistente, articulada e perseverante na sua erradicação.

Vivemos num Estado de Direito dotado de um amplo quadro legal, informado pelos direitos humanos, que de forma genérica define, prevê e enquadra as situações de violência doméstica procurando proteger a vítima e sancionar o agressor;

Vivemos num Estado que dispõe de instituições apetrechadas com recursos humanos treinados para o efeito;

Vivemos numa sociedade com níveis de escolaridade sem paralelo no passado, com acesso a informação ampla quer preventiva, quer curativa, e por isso formadora de um melhor discernimento na análise e intervenção das situações.

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