Comissão Nacional Justiça e Paz

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Notícias

CULTURA DE PAZ E GUERRA DA UCRÂNIA por Pedro Vaz Patto

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CULTURA DE PAZ E GUERRA DA UCRÂNIA

            Difundir uma cultura de paz é, naturalmente, missão essencial das comissões Justiça e Paz. As comissões europeias programaram para este ano uma ação concertada que tinha por tema, precisamente, a construção de uma nova cultura de paz à luz da encíclica Fratelli tutti. Nessa ação incluem-se propostas no sentido do desarmamento multilateral, na linha do que também vem sendo proposto pelo Papa Francisco, que sugere a criação de um fundo mundial para combater a fome com recursos poupados com esse desarmamento.

            Poucos dias antes da data em que estava programado o lançamento dessa campanha, teve início a invasão da Ucrânia. Foi imediata a reação de condenação dessa invasão por parte das comissões Justiça e Paz europeias, que também manifestaram a sua solidariedade para com o povo ucraniano. Nessa linha, contactaram responsáveis da Igreja Católica na Ucrânia. Estes, tal como representantes de outras denominações cristãs, pediram que essa solidariedade se traduzisse no envio de armas para defesa da independência da sua nação, que, diziam, é também a defesa da democracia e da liberdade em toda a Europa. Pugnaram até pelo estabelecimento de uma zona de exclusão aérea como o único modo eficaz de travar a ofensiva russa.

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A PAZ PODERÁ VENCER A GUERRA por Pedro Vaz Patto

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A PAZ PODERÁ VENCER A GUERRA

Estamos no século XXI e isto não acontece muito longe das vossas fronteiras» - Esta frase foi insistentemente repetida por um professor da Universidade Católica da Ucrânia numa videoconferência da assembleia das comissões Justiça e Paz europeias em que participei. Esse orador repetia essa frase ao descrever o que se passa no seu país. Particularmente impressionante foi verificar as condições em que proferiu tal relato: disse que iria fazer uma declaração curta e sair logo de imediato, porque tinham tocado as sirenes e teria de correr para um refúgio subterrâneo que o protegia de possíveis bombardeamentos.

Este facto (pessoas abrigadas em refúgios) fez-me recordar histórias que ouvi várias vezes a quem viveu a Segunda Guerra Mundial e que pensava arquivadas num passado remoto. Também as imagens de pessoas desesperadas a fugir para a fronteira mais próxima fazem lembrar esse passado, que parecia bem distante (na Europa, é certo, porque noutros continentes, mais afastados de nós, não tem sido assim).

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Webinar Cabo Delgado: Prioridade às Pessoas

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No dia 14 de dezembro participe no Webinar Cabo Delgado: Prioridade às Pessoas

É já no dia 14 de dezembro, pelas 19h00 hora de Lisboa/ 21h00 em Maputo que se realiza o webinar Cabo Delgado: Prioridade às Pessoas, com a participação de D. António Juliasse, Administrador Apostólico de Pemba; Zenaida Machado, investigadora da Human Rights Watch; Ivone Soares, deputada e jornalista moçambicana; Isabel Santos, eurodeputada pelo grupo S&D; numa conversa moderada pela jornalista portuguesa Cândida Pinto.

A iniciativa pretende trazer para o espaço público a trágica situação humanitária vivida na província de Cabo Delgado, no Norte de Moçambique, na sequência do conflito armado em curso naquela região desde outubro de 2017.

Não queremos deixar cair em esquecimento que as ações violentas, levadas a cabo por grupos armados, têm resultado em intoleráveis assassinatos de cidadãos inocentes. Que até à data, morreram mais de 3100 pessoas e que se estimam 800.000 pessoas deslocadas, das quais 27% são mulheres e 52% são crianças, segundo da Organização Internacional para as Migrações.

Apesar da fuga e do apoio, estas populações vivem em situação de grande precaridade e vulnerabilidade uma vez que a ajuda humanitária continua a ser insuficiente para a dimensão da catástrofe.

É urgente uma ação que vá para além da intervenção militar, que se fundamente no desenvolvimento como garante da paz.

Esta é uma iniciativa da Cáritas PortuguesaCentro Missionário Arquidiocesano de Braga, Comissão Nacional Justiça e Paz, FEC – Fundação Fé e CooperaçãoFGS – Fundação Gonçalo da Silveira, e Rosto Solidário. Movidas pela defesa intransigente da dignidade humana as organizações promotoras vêm apelar ao reforço da vigilância de qualquer violação aos direitos humanos, ao incremento da ajuda humanitária e à promoção do desenvolvimento como meio de alcançar uma paz efetiva e duradoura.

Convidam também a que se juntem a este debate, fazendo a sua inscrição

O conhecimento e participação de todos é fundamental!

 

RETALHOS DE UM DIA por José Maia

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Lovaina 2021

Retalhos de um dia

2.10.2021

House of Compassion

No primeiro fim-de-semana de outubro, decorreu em Bruxelas e Lovaina a reunião das Comissões Justiça e Paz Europa, em que participou uma delegação Portuguesa. Além da Assembleia Geral, compreendeu um Workshop centrado na "Ecologia integral" proposta pelo Papa Francisco na Laudato Si, com conferências, debates e visitas de campo.

O texto que se segue parte precisamente da minha experiência na visita feita durante a tarde de sábado.

O dia nasceu estremunhado, carregando a insegurança do “Sabe Deus o que nos espera!”, que é verdadeiro para cada momento, mas nem sempre temos as orelhas da alma suficientemente arrebitadas para escutar.

Em Bruxelas os programas de “Justice and Pace Europa” não são meigos. E desta vez abordou-se a Laudato Sii com um olhar largo abarcando a criação não como um ato temporal passado, mas como um gerúndio presente contínuo, dentro do ‘já e ainda não’. Não é difícil perceber as dores da humanidade como o ‘ainda não’ gemido, suado, derrotado, impotente, sem uma gota que mate a sede, sem uma luzerna de amanhã.

Então faz sentido o Jesus-Deus que incarna neste presente e com o seu grito “Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonaste?” que exige a nossa participação.

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