O desafio da encruzilhada
O momento histórico que estamos a viver como humanidade e, também, como comunidades cristãs pode bem ser compreendido a partir da metáfora da encruzilhada. Com ela quero evocar aqui a necessidade de termos de tomar opções, decidindo porque caminho queremos ir. De um modo ou de outro, todos temos a experiência de já ter chegado a encruzilhadas. Nelas sabemos como os caminhos se cruzam levando-nos em direções diversas. Algumas já conhecemos e sabemos que não queremos ir por aí, outras parecem-nos suspeitas, mas verdadeiramente não sabemos aonde nos podem levar, por ventura algumas parecem simpáticas e até parecem estar a convidar-nos a que as possamos percorrer. Algumas parecem ir em sentidos diferentes, mas depois aproximam-se e até acabam por poder levar-nos para a mesma meta. Outras, parecendo ir no mesmo sentido, acabam por levar-nos para sítios bem diferentes. São tantas as direções, são tantas as possibilidades, que podemos correr o risco de permanecer demasiado tempo na dúvida e, quando tomamos a decisão, já vamos tarde, e o caminho, ao escurecer, torna-se ainda mais difícil.






