Comissão Nacional Justiça e Paz

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ESFORÇOS PARTILHADOS Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

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Nota Esforço partilhado - Imagem

ESFORÇOS PARTILHADOS

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

O nosso país, como o mundo inteiro, vê-se hoje confrontado com uma crise económica e social de uma gravidade sem precedentes. Essa crise traduz-se, para muitos, em desemprego, perda total ou muito substancial de rendimentos e privação da satisfação de necessidades básicas, como a alimentação.

As desigualdades que já anteriormente marcavam a nossa sociedade tendem a agravar-se, pois, como revelam vários estudos, são os mais pobres quem, de um modo geral, mais sofre com esta crise.

A crise não atinge todos por igual e há quem não sofra perdas substanciais de rendimentos. A estes é pedido um esforço de solidariedade, também ele sem precedentes, que permita minorar os seus efeitos.

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UMA PANDEMIA, UM DESAFIO À SOLIDARIEDADE

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        UMA PANDEMIA, UM DESAFIO À SOLIDARIEDADE

                Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

«Somos ondas do mesmo mar, folhas da mesma árvore, flores do mesmo jardim» – frases que acompanharam a recente oferta de máscaras protetoras da China à Itália
 
Foi o mundo inteiro surpreendido pela difusão do vírus Covid-19 a uma escala que muitos considerariam inimaginável nos tempos de hoje, de tão benéficos progressos científicos.
 
Parecemos regressados a outros tempos, os das pestes medievais ou das epidemias de há cem anos. Este facto faz-nos refletir na ilusão a que nos conduz o excesso de confiança nas capacidades humanas e na ciência. O ser humano continua a ser vulnerável diante da doença e da morte e deve reconhecer humildemente essa sua vulnerabilidade.
 
Mas outras importantes lições se podem colher deste surpreendente fenómeno.
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CAMINHAR NO DESERTO Reflexão Quaresmal de 2020 da CNJP

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Quaresma capa site

 

O Papa Francisco convida-nos a viver mais uma vez a Quaresma como “um tempo propício para nos prepararmos para celebrar, de coração renovado, o grande Mistério da morte e ressurreição de Jesus, fundamento da vida cristã pessoal e comunitária”.

Neste tempo santo a Comissão Nacional de Justiça e Paz (CNJP) convida todos os cristãos e pessoas de boa vontade a que nos deixemos “conduzir como Israel ao deserto (cf. Os 2, 16)”.

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QUEBRAR A ESPIRAL DA VINGANÇA - Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

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Irão USA



QUEBRAR A ESPIRAL DA VINGANÇA

 Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz


            Poucos dias passaram desde a celebração do Dia Mundial da Paz, a 1 de janeiro, no âmbito da qual foi publicada a habitual mensagem do Papa, onde, entre outras ideias, se acentuava a necessidade de abandonar a espiral da vingança para construir um futuro de paz, e o mundo inteiro assiste hoje, no que se refere ao agravamento do já longo conflito entre os Estados Unidos e o Irão, a uma demonstração notória do que representa essa espiral de vingança com as suas desastrosas consequências. Trata-se de uma espiral que supõe uma acumulação crescente de danos cada vez mais graves e que não terá fim enquanto se mantiver a mesma lógica da resposta ao mal com um mal ainda maior, em que predominam a desumanidade e também a irracionalidade.

            Assistimos ao uso da mais avançada tecnologia para a prática de mortes seletivas, para desse modo vingar a prática de outras mortes. Estamos longe de qualquer lógica de legítima defesa perante um ataque em execução ou iminente. E também não podemos falar em exercício da justiça, porque esta não se confunde com a vingança. O respeito pela vida humana impõe-se mesmo perante quem seja responsável pela prática de outros crimes. Há que deixar claro que esta prática não pode apoiar-se nem na ética, nem no direito internacional.

            A irracionalidade que supõe a espiral da vingança leva a que neste conflito todos percam e que se retroceda no controlo da não proliferação do armamento nuclear, no combate ao terrorismo, ou na democratização do Médio Oriente.

Como sempre, são populações alheias ao conflito as que mais sofrem. As populações do Médio Oriente, já de há muito vítimas de sucessivas guerras e violências (com crescentes vagas de refugiados internos e externos), veem ainda mais agravada a sua situação.

            Muitos cidadãos do mundo inteiro, e também muitos comentadores, assistem a esta situação como se nada pudessem fazer para a modificar. Mas, pelo menos, podemos denunciar a lógica perversa da espiral da vingança, a sua imoralidade e a sua irracionalidade. É o que a Comissão Nacional Justiça e Paz quer fazer com esta nota de apelo a que se quebre essa espiral da vingança.

                                                                                           

                                                                                                                                                                                                                               Lisboa, 09 de janeiro de 2020

                                                                                                                                                                                                                                A Comissão Nacional Justiça e Paz

 

Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz sobre a mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz

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CNJP logo


                      A PAZ COMO CAMINHO DE ESPERANÇA

                                                                            

                              Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz

                      sobre a mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz


A Comissão Nacional Justiça e Paz quer, através desta nota, chamar a atenção para a oportunidade da mensagem do Papa para o 53º Dia Mundial da Paz (celebrado a 1 de janeiro de 2020), mensagem que tem por título: A Paz como Caminho de Esperança: Diálogo, Reconciliação e Conversão Ecológica.

Assim, queremos destacar, em especial. alguns aspetos dessa mensagem

 - A paz autêntica, sólida e duradoura, não é um simples equilíbrio de forças, nem pode assentar na dissuasão, na desconfiança, na ameaça ou no medo de retaliações. A segurança que possa decorrer da dissuasão nuclear, do chamado “equilíbrio do terror” (assente no medo que decorre do perigo e ameaça de uma aniquilação total e recíproca) será sempre ilusória. As expectativas de superação da corrida aos armamentos surgidas com o fim da “guerra fria” não se têm concretizado. Daí que a Santa Sé, tal como as Comissões Justiça e Paz europeias e norte-americana, tenham saudado o Tratado internacional que, sob a égide da O.N.U., visa a abolição total da posse de armas nucleares. Aspirar a essa abolição total, o que supõe um desarmamento multilateral e controlado, não pode ser uma utopia, porque é uma exigência de segurança e de paz autêntica.

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