A decisão dos governos de Malta e de Itália de recusar a entrada do navio Aquarius nos portos desses países, contrariando o que vinha sendo prática habitual em casos semelhantes, causou indignação em muitas pessoas. O navio, da O.N.G Sos Mediterranée, tinha salvo do naufrágio centenas de refugiados e migrantes, alguns deles menores desacompanhados, muitos com necessidades de assistência imediata. Veio a ser recebido em Valência, por decisão do governo espanhol. A Igreja espanhola manifestou a sua total disponibilidade para colaborar no acolhimento dessas pessoas. Disse, a propósito o cardeal arcebispo de Madrid, D. Carlos Osoro, que o Aquarius é «um apelo de Cristo à Europa». Ou seja, um teste à coerência da Europa com as suas raízes cristãs e com o propósito político de respeito pelos direitos humanos. E o cardeal Ravasi evocou, também a propósito desta questão, as palavras de Jesus no Evangelho: «Era forasteiro e recebeste-Me».