A temática das migrações e do acolhimento de refugiados e imigrantes vem sendo presença recorrente nas mensagens do Papa Francisco. A tal não serão estranhas as suas próprias origens: neto de imigrantes, vindo de um país construído por vagas sucessivas de imigrantes. Mas este é um fenómeno hoje incontornável em qualquer parte do mundo globalizado. Quando sopram com cada vez mais força os ventos hostis à imigração (que Donald Trump qualificou como um privilégio, e não um direito), a voz do Papa ressoa contra a corrente. Há quem o acuse de irrealismo ingénuo. Mas em várias ocasiões já mostrou que o seu pensamento tem sólidas raízes e não deve ser encarado como expressão de superficialidade emotiva.





